HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021
Assinale a alternativa correta em relação à contracepção hormonal de emergência.
Levonorgestrel CE → principal mecanismo: inibição/postergação da ovulação.
O levonorgestrel, quando usado como contraceptivo de emergência, atua primariamente antes da ovulação, inibindo ou postergando-a. Ele não é abortivo, pois não impede a implantação de um óvulo já fertilizado. Sua eficácia diminui significativamente após a ovulação.
A contracepção hormonal de emergência (CHE) é um método utilizado para prevenir a gravidez após uma relação sexual desprotegida ou falha de outro método contraceptivo. O levonorgestrel é a opção mais comum e acessível, sendo crucial para a saúde reprodutiva feminina. É fundamental que residentes e estudantes de medicina compreendam seus mecanismos, indicações e limitações para um aconselhamento adequado. O principal mecanismo de ação do levonorgestrel na CHE é a inibição ou postergação da ovulação, especialmente se administrado antes do pico de LH. Ele atua alterando a função folicular e a maturação do óvulo, impedindo que a fertilização ocorra. É importante ressaltar que o levonorgestrel não tem efeito sobre um óvulo já fertilizado ou implantado, portanto, não é considerado um método abortivo. A eficácia do levonorgestrel diminui com o tempo após a relação sexual desprotegida, sendo mais eficaz nas primeiras 72 horas. A dose única de 1,5 mg é tão eficaz quanto a dose dividida de 0,75 mg, com perfil de efeitos adversos semelhante. A associação de estrogênio com levonorgestrel (método Yuzpe) é menos utilizada devido a maior incidência de efeitos adversos e risco trombótico, além de menor eficácia comparada ao levonorgestrel isolado.
O principal mecanismo de ação do levonorgestrel na contracepção de emergência é a inibição ou postergação da ovulação, impedindo a liberação do óvulo e, consequentemente, a fertilização.
Não, o levonorgestrel não tem efeito abortivo. Ele atua antes da fertilização, impedindo a ovulação, e não interfere com a implantação de um óvulo já fertilizado.
Os efeitos adversos mais comuns incluem náuseas, vômitos, fadiga, dor de cabeça, tontura e sensibilidade mamária. Alterações no padrão menstrual também podem ocorrer.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo