SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Considerando a melhor escolha para os métodos contraceptivos, assinale a alternativa correta.
Anel vaginal é opção para quem esquece pílula e pode melhorar sangramento de escape.
O anel contraceptivo, por sua liberação hormonal constante e uso mensal, é uma boa alternativa para pacientes com dificuldade de adesão à pílula diária e pode auxiliar no controle de sangramentos irregulares. É importante sempre avaliar os critérios de elegibilidade médica para cada método.
A escolha do método contraceptivo ideal é um pilar fundamental na saúde da mulher, exigindo uma avaliação criteriosa das condições clínicas, preferências e estilo de vida da paciente. Os métodos hormonais combinados, como a pílula e o anel vaginal, são eficazes, mas possuem contraindicações importantes, especialmente relacionadas a fatores de risco cardiovascular e tromboembólico. O tabagismo em mulheres acima de 35 anos, por exemplo, eleva significativamente o risco de eventos adversos com estrogênios, tornando os métodos apenas progestagênios ou não hormonais mais seguros. O anel vaginal, por sua vez, oferece uma alternativa prática para pacientes com dificuldade de adesão à pílula diária, devido à sua aplicação mensal e liberação hormonal constante, o que também pode contribuir para um melhor controle de sangramentos de escape. Já os dispositivos intrauterinos (DIU de cobre e DIU hormonal) são métodos de longa duração e alta eficácia, sendo seguros e recomendados inclusive para mulheres nulíparas, derrubando um mito comum na prática clínica. A enxaqueca com aura é uma contraindicação para métodos contraceptivos que contenham estrogênio, mas não para os DIUs. Para a prova de residência e a prática clínica, é crucial dominar os Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos (CEM), que fornecem diretrizes claras sobre a segurança de cada método em diferentes condições de saúde. A compreensão dessas diretrizes permite ao médico oferecer a melhor opção contraceptiva, minimizando riscos e maximizando a satisfação e a adesácia da paciente.
As principais contraindicações incluem tabagismo em mulheres > 35 anos, história de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, enxaqueca com aura, hipertensão não controlada, doença hepática grave e câncer de mama.
Sim, o DIU (tanto de cobre quanto hormonal) é considerado seguro e eficaz para mulheres nulíparas, não havendo contraindicação formal. A inserção pode ser um pouco mais desafiadora, mas é viável.
O anel contraceptivo é inserido uma vez ao mês e permanece por três semanas, liberando hormônios de forma contínua. Isso reduz a necessidade de lembrar de tomar uma pílula diariamente, melhorando a adesão e a eficácia.
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