Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Quanto ao uso de contracepção hormonal, é correto afirmar que
Enxaqueca com aura = contraindicação absoluta (Categoria 4 OMS) para contraceptivos hormonais combinados (CHC) devido ao ↑ risco de AVC.
A enxaqueca com aura é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos hormonais combinados (CHC), conforme os Critérios de Elegibilidade Médica da OMS (Categoria 4). Isso se deve ao aumento significativo do risco de acidente vascular cerebral isquêmico em mulheres que usam CHC e têm enxaqueca com aura.
A escolha do método contraceptivo adequado é uma decisão clínica complexa que deve levar em consideração a eficácia, a segurança e as características individuais da paciente. Os contraceptivos hormonais combinados (CHC), que contêm estrogênio e progestagênio, são amplamente utilizados, mas possuem contraindicações importantes que devem ser rigorosamente avaliadas para minimizar riscos. A enxaqueca com aura é uma dessas contraindicações, sendo classificada como Categoria 4 pelos Critérios de Elegibilidade Médica da Organização Mundial da Saúde (OMS). A principal preocupação com o uso de CHC em mulheres com enxaqueca com aura é o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O estrogênio presente nos CHC pode aumentar a coagulabilidade sanguínea e, em pacientes com enxaqueca com aura, que já possuem um risco basal elevado de AVC, essa combinação se torna particularmente perigosa. A aura, que são sintomas neurológicos transitórios que precedem ou acompanham a dor de cabeça, é um marcador de maior risco trombótico. Portanto, é fundamental que o médico investigue a presença de aura em pacientes com histórico de enxaqueca antes de prescrever CHC. Em casos de enxaqueca com aura, métodos contraceptivos que não contenham estrogênio, como os métodos apenas de progestagênio (pílulas de progestagênio isolado, injetáveis, implantes ou DIU hormonal) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos), são as opções mais seguras e devem ser preferidas para evitar complicações graves.
A enxaqueca com aura aumenta o risco de acidente vascular cerebral isquêmico. A combinação de estrogênio e progestagênio nos contraceptivos hormonais combinados também eleva esse risco, tornando a associação perigosa e contraindicada.
Os Critérios da OMS classificam as condições médicas em 4 categorias para o uso de métodos contraceptivos: Categoria 1 (sem restrição), Categoria 2 (vantagens superam riscos), Categoria 3 (riscos superam vantagens) e Categoria 4 (contraindicação absoluta).
Para mulheres com enxaqueca com aura, são recomendados métodos contraceptivos que não contenham estrogênio, como métodos apenas com progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante, DIU hormonal) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos).
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