UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021
“É preciso entender que não existe o melhor anticoncepcional, existe o mais adequado para cada paciente de acordo com as necessidades de cada momento de sua vida”. Essa frase foi dita pelo Doutor César Eduardo Fernandes, que foi presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, e retrata muito bem que o método contraceptivo deve ser individualizado. Com base no que foi dito anteriormente, assinale a alternativa INCORRETA quanto ao método escolhido para cada caso.
Câncer de mama (mesmo receptor negativo) é contraindicação absoluta para DIU hormonal (levonorgestrel).
A escolha do método contraceptivo deve ser rigorosamente individualizada, considerando comorbidades e fatores de risco. Câncer de mama, mesmo receptor hormonal negativo, contraindica o uso de métodos hormonais (como o DIU de levonorgestrel) devido ao potencial de estimulação hormonal ou incertezas sobre o impacto.
A escolha do método contraceptivo é um pilar fundamental na saúde da mulher, exigindo uma abordagem individualizada que considere não apenas a eficácia, mas também as comorbidades, fatores de risco e preferências da paciente. Os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos da OMS (MEC) são ferramentas essenciais para guiar essa decisão, categorizando as condições médicas em relação à segurança dos diferentes métodos. Condições como câncer de mama, mesmo que receptor hormonal negativo, representam contraindicações absolutas para métodos que contenham hormônios, incluindo o DIU de levonorgestrel, devido ao potencial de estímulo hormonal e risco de recorrência. Da mesma forma, a presença de enxaqueca com aura contraindica o uso de contraceptivos hormonais combinados pelo aumento do risco de acidente vascular cerebral. Em contraste, para pacientes tabagistas ou com lúpus sem síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAAF), métodos que contêm apenas progestagênio (como a minipílula ou o implante de etonogestrel) ou métodos não hormonais (como o DIU de cobre) são geralmente considerados seguros, pois evitam os riscos tromboembólicos associados aos estrogênios. A avaliação cuidadosa de cada caso é crucial para garantir a segurança e a eficácia da contracepção.
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama atual ou prévio, gravidez confirmada ou suspeita, doença hepática aguda ou tumor hepático, e sangramento vaginal inexplicado.
A minipílula contém apenas progestagênio, que não aumenta o risco de eventos tromboembólicos associados aos estrogênios presentes nos contraceptivos hormonais combinados, tornando-a uma opção segura para tabagistas.
Mulheres com enxaqueca com aura têm risco aumentado de AVC, sendo contraindicado o uso de contraceptivos hormonais combinados. Métodos não hormonais, como o DIU de cobre, ou métodos apenas com progestagênio (minipílula, implante) são opções seguras.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo