UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019
Paciente ASP, 25 anos, chega ao ambulatório de anticoncepção para inciar método contraceptivo adequado, pois refere que há seis meses apresentou quadro de trombose estando internada por sete dias em unidade de terapia intensiva. O método de escolha para essa paciente é:
Histórico de trombose → DIU de cobre é o método contraceptivo de escolha, por ser não hormonal e seguro.
Em pacientes com histórico de trombose, métodos contraceptivos hormonais combinados são absolutamente contraindicados devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos. O dispositivo intrauterino (DIU) de cobre é a opção mais segura, pois é um método não hormonal e não interfere na coagulação sanguínea, sendo a escolha ideal para essas pacientes.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com histórico de trombose é uma decisão clínica de extrema importância, visando prevenir a recorrência de eventos tromboembólicos. A trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP) são condições graves que podem ser precipitadas ou agravadas pelo uso de certos contraceptivos hormonais, especialmente aqueles que contêm estrogênio. Portanto, a anamnese detalhada sobre o histórico tromboembólico é fundamental na consulta de anticoncepção. Os anticoncepcionais hormonais orais combinados (AHOCs), que contêm estrogênio e progestágeno, são absolutamente contraindicados para pacientes com histórico de trombose devido ao aumento do risco de trombose. O estrogênio sintético presente nesses métodos afeta os fatores de coagulação, elevando o risco de formação de coágulos. Para essas pacientes, é crucial optar por métodos que não interfiram no sistema de coagulação. Nesse cenário, o dispositivo intrauterino (DIU) de cobre emerge como a melhor escolha. Por ser um método contraceptivo não hormonal, o DIU de cobre atua localmente no útero, impedindo a fertilização sem qualquer efeito sistêmico na coagulação sanguínea. Outras opções, como os métodos apenas com progestágeno (minipílula, implante, DIU hormonal), embora com menor risco trombótico que os combinados, ainda podem apresentar um risco residual, tornando o DIU de cobre a opção mais segura e preferencial para pacientes com histórico de trombose.
Anticoncepcionais hormonais combinados contêm estrogênio, que aumenta significativamente o risco de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Em pacientes com histórico prévio de trombose, esse risco é ainda maior, tornando-os absolutamente contraindicados.
O DIU de cobre é considerado o método contraceptivo mais seguro para pacientes com histórico de trombose, pois é um método não hormonal. Ele atua localmente no útero, sem efeitos sistêmicos na coagulação sanguínea, eliminando o risco trombótico associado aos hormônios.
Anticoncepcionais que contêm apenas progestágeno (como a minipílula ou o DIU hormonal de levonorgestrel) têm um risco trombótico significativamente menor do que os combinados. No entanto, ainda pode haver um risco residual, e o DIU de cobre, por ser totalmente não hormonal, é geralmente a opção preferencial e mais segura para pacientes com histórico de trombose.
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