São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Mulher de 34 anos com antecedente de hipertensão arterial bem controlada, solicita ao ginecologista o melhor método contraceptivo do ponto de vista de eficácia. Nesse caso, a melhor alternativa é:
Hipertensa controlada + alta eficácia contraceptiva → Implante de Etonogestrel (LARC).
Para pacientes hipertensas, métodos contraceptivos que contêm estrogênio (como pílulas combinadas e injetáveis mensais) são geralmente contraindicados ou requerem avaliação rigorosa devido ao risco cardiovascular. Métodos de longa ação apenas com progestagênio, como o implante de etonogestrel, são mais seguros e altamente eficazes.
A escolha do método contraceptivo para mulheres com comorbidades, como a hipertensão arterial, exige uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. A hipertensão, mesmo que bem controlada, aumenta o risco cardiovascular, e a introdução de hormônios exógenos pode exacerbar esse risco. É fundamental que o ginecologista esteja ciente das contraindicações e recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para cada método. Os contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio e progestagênio (como pílulas combinadas orais e injetáveis mensais), são geralmente contraindicados ou requerem cautela extrema em pacientes hipertensas devido ao potencial de aumentar a pressão arterial e o risco de eventos tromboembólicos. Em contraste, os métodos que contêm apenas progestagênio, como o implante de etonogestrel, o DIU hormonal de levonorgestrel e a minipílula, são considerados seguros para essas pacientes. O implante de etonogestrel é um método contraceptivo de longa ação reversível (LARC) que se destaca pela sua altíssima eficácia (taxa de falha inferior a 0,1% ao ano) e pela segurança em mulheres com hipertensão, pois não contém estrogênio. Sua conveniência e a ausência de necessidade de adesão diária contribuem para sua eficácia na vida real. Para residentes, é crucial dominar as diretrizes de elegibilidade para métodos contraceptivos em pacientes com comorbidades.
Contraceptivos combinados contêm estrogênio, que pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares como trombose, infarto e AVC, especialmente em mulheres com hipertensão, mesmo que controlada.
O implante de etonogestrel é um método de longa ação que contém apenas progestagênio, não apresentando os riscos cardiovasculares associados ao estrogênio. Além disso, possui uma das maiores taxas de eficácia contraceptiva.
Outras opções seguras incluem o DIU de cobre, o DIU hormonal (levonorgestrel) e a minipílula (apenas progestagênio), todos com boa eficácia e perfil de segurança para hipertensas.
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