SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A melhor opção anticoncepcional hormonal para uma mulher de 30 anos, não fumante, com hipertensão arterial adequadamente controlada, em que a pressão arterial pode ser avaliada, segundo os critérios de elegibilidade dos anticoncepcionais da OMS, é:
Mulher hipertensa controlada → Pílula de progestina isolada (minipílula) é a opção hormonal mais segura.
Para mulheres com hipertensão arterial, mesmo que controlada, os contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) são geralmente contraindicados devido ao risco aumentado de eventos cardiovasculares. A pílula de progestina isolada, ou minipílula, é a opção hormonal preferencial por não conter estrogênio, minimizando esses riscos.
A escolha do método contraceptivo para mulheres com hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um tópico de grande relevância na ginecologia e clínica médica, frequentemente abordado em provas de residência. A HAS é um fator de risco cardiovascular significativo, e a introdução de hormônios exógenos pode exacerbar esses riscos. Os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS) fornecem diretrizes claras para auxiliar na tomada de decisão, classificando os métodos de acordo com o risco-benefício em diferentes condições de saúde. Os contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio e progestina, são geralmente contraindicados para mulheres com hipertensão, mesmo que controlada, devido ao potencial do estrogênio de elevar a pressão arterial, aumentar o risco de trombose venosa e arterial, e piorar o perfil lipídico. Essas contraindicações são mais rigorosas em casos de hipertensão não controlada ou com lesão de órgão-alvo. Portanto, a avaliação cuidadosa da pressão arterial e dos fatores de risco cardiovascular é essencial antes da prescrição. Para mulheres hipertensas que desejam um método contraceptivo hormonal, as opções que contêm apenas progestina são as mais seguras e recomendadas. Isso inclui a pílula de progestina isolada (minipílula), injetáveis de progestina (trimestrais), implantes subdérmicos e sistemas intrauterinos liberadores de levonorgestrel. Esses métodos não afetam significativamente a pressão arterial ou o risco cardiovascular, tornando-os a escolha preferencial para garantir a contracepção eficaz sem comprometer a saúde da paciente hipertensa.
Os contraceptivos combinados contêm estrogênio, que pode aumentar a pressão arterial, o risco de trombose e eventos cardiovasculares, sendo contraindicados ou de uso restrito em mulheres com hipertensão, mesmo que controlada.
A OMS classifica o uso de contraceptivos combinados em hipertensas como Categoria 3 ou 4 (risco maior que benefício), enquanto os métodos apenas com progestina (pílulas, injetáveis, implantes) são geralmente Categoria 1 ou 2 (benefício maior que risco), dependendo do controle da PA.
A principal vantagem é a ausência de estrogênio, o que evita os riscos cardiovasculares associados. Ela é eficaz na prevenção da gravidez e pode ser usada com segurança em mulheres com hipertensão controlada, sem impactar negativamente a pressão arterial.
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