PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2023
Mulher, 26 anos de idade, primípara, vem ao consultório do ginecologista para exames de rotina, desejando a troca de método contraceptivo. Exames laboratoriais gerais, atuais, sem alterações. Ultrassom de Abdome do último mês evidenciou adenoma hepático de 2,7cm. Última colpocitologia oncótica, realizada há 6 meses, apresentou atipia de células escamosas de significado indeterminado (ASC-US). Ultrassonografia transvaginal recente sem alterações.Identifique o método contraceptivo que poderá ser indicado nesse caso.
Adenoma hepático → Contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados. DIU de cobre/prata = Opção segura.
A presença de adenoma hepático é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos hormonais combinados (pílulas, injetáveis, adesivos), devido ao risco de crescimento do adenoma e potencial malignização. Métodos não hormonais, como o DIU de cobre ou de prata, são seguros e eficazes nesses casos.
A escolha do método contraceptivo exige uma avaliação cuidadosa das condições de saúde da paciente, especialmente na presença de comorbidades. O adenoma hepático é uma condição benigna do fígado que, embora geralmente assintomática, possui um risco de crescimento, ruptura e, em casos raros, transformação maligna. A presença de um adenoma hepático é uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio, devido ao potencial de estimular o crescimento tumoral. Nesse cenário, a segurança da paciente é primordial. Métodos contraceptivos que não contêm estrogênio ou progestagênios em doses elevadas são as opções preferenciais. O DIU de cobre ou de prata são métodos não hormonais altamente eficazes e seguros, pois não interferem na função hepática nem no crescimento do adenoma. Outras opções incluem métodos de barreira e, em alguns casos, o DIU hormonal de levonorgestrel pode ser considerado após avaliação individualizada, pois sua ação é predominantemente local. Para residentes, é crucial dominar os critérios de elegibilidade para o uso de métodos contraceptivos (Critérios de Elegibilidade Médica da OMS), que fornecem diretrizes claras sobre contraindicações e condições que exigem cautela. A presença de ASC-US na colpocitologia, embora necessite de acompanhamento, não contraindica a inserção de DIU e deve ser manejada conforme os protocolos de rastreamento de câncer de colo uterino.
Os estrogênios presentes nos contraceptivos hormonais combinados podem estimular o crescimento do adenoma hepático e aumentar o risco de ruptura ou transformação maligna, sendo uma contraindicação absoluta.
As opções seguras incluem métodos não hormonais como o DIU de cobre ou de prata, métodos de barreira (preservativos), ou métodos comportamentais. O DIU hormonal (levonorgestrel) pode ser considerado com cautela e avaliação individual.
A conduta para ASC-US depende da idade da paciente e do resultado do teste de HPV. Em mulheres jovens, pode-se repetir a citologia em 12 meses ou realizar o teste de HPV. Se positivo, indica-se colposcopia.
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