INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023
Uma paciente com diagnóstico de epilepsia em uso de fenitoína 100mg de 08/08 horas, com bom controle das crises, deseja saber sobre métodos contraceptivos. Considerando as comorbidades da paciente e a medicação em uso, a melhor opção contraceptiva é:
Fenitoína é indutor enzimático hepático → ↓ eficácia de contraceptivos hormonais combinados; DIU de cobre é a melhor opção.
Anticonvulsivantes como a fenitoína são potentes indutores enzimáticos hepáticos, o que acelera o metabolismo dos hormônios contraceptivos (estrogênio e progesterona), reduzindo sua eficácia. O DIU de cobre, por ser um método não hormonal, não sofre essa interação e é uma opção segura e eficaz para pacientes epilépticas em uso de fenitoína.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com epilepsia é crucial devido às potenciais interações medicamentosas entre anticonvulsivantes e contraceptivos hormonais. A epilepsia afeta cerca de 0,5-1% da população, e muitas mulheres em idade fértil necessitam de contracepção eficaz e segura. Anticonvulsivantes como a fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e topiramato (em doses elevadas) são indutores enzimáticos hepáticos, principalmente do citocromo P450. Essa indução acelera o metabolismo dos esteroides contraceptivos (estrogênio e progesterona), diminuindo suas concentrações plasmáticas e, consequentemente, sua eficácia, aumentando o risco de falha contraceptiva. Métodos contraceptivos não hormonais, como o dispositivo intrauterino de cobre (DIU de cobre), são as opções de primeira linha para essas pacientes, pois não sofrem interação medicamentosa. Outras alternativas incluem o DIU hormonal (levonorgestrel), que, embora hormonal, tem ação predominantemente local e menor interação sistêmica, e métodos de barreira. A abstinência sexual, embora eficaz, não é uma opção contraceptiva prática para a maioria das mulheres.
Anticonvulsivantes como fenitoína, carbamazepina, fenobarbital e topiramato (em doses elevadas) são indutores enzimáticos hepáticos, que podem reduzir a eficácia dos contraceptivos hormonais.
O DIU de cobre é um método contraceptivo não hormonal. Por não liberar hormônios sistemicamente, ele não sofre interação com medicamentos indutores enzimáticos, como a fenitoína, sendo uma opção segura e eficaz.
O uso concomitante de pílulas anticoncepcionais hormonais e fenitoína pode levar à falha contraceptiva devido à redução dos níveis hormonais no sangue, resultando em gravidez indesejada.
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