SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
Mulher, 45 anos, hipertensa controlada e convive com epilepsia desde a infância com uso de fenitoína, iniciou um novo relacionamento recentemente e busca atendimento médico para um método contraceptivo. Qual a opção mais adequada?
Fenitoína (indutor enzimático) + contraceptivos hormonais combinados → falha contraceptiva. SIU levonorgestrel é seguro.
A fenitoína é um potente indutor enzimático hepático que pode reduzir a eficácia dos contraceptivos hormonais combinados (pílulas, anéis, adesivos). Métodos não hormonais ou hormonais que não sofrem metabolismo hepático significativo, como o SIU liberador de levonorgestrel, são opções mais seguras para mulheres com epilepsia em uso de fenitoína.
A escolha do método contraceptivo para mulheres com epilepsia, especialmente aquelas em uso de medicamentos antiepilépticos (MAE) indutores enzimáticos como a fenitoína, requer atenção especial devido às interações medicamentosas e aos riscos associados à gravidez. A fenitoína é um potente indutor das enzimas hepáticas do citocromo P450, que metabolizam os hormônios presentes nos contraceptivos hormonais combinados (pílulas, anéis vaginais, adesivos). Essa indução enzimática acelera o metabolismo dos estrogênios e progestagênios, diminuindo suas concentrações plasmáticas e comprometendo a eficácia contraceptiva, aumentando o risco de falha do método. Diante dessa interação, métodos contraceptivos que não dependem do metabolismo hepático ou que liberam hormônios localmente são as opções mais adequadas. O sistema intrauterino (SIU) liberador de levonorgestrel é uma excelente escolha, pois sua ação é predominantemente local e a absorção sistêmica do hormônio é mínima, não sendo significativamente afetada pela indução enzimática da fenitoína. O DIU de cobre também é uma alternativa segura, por ser um método não hormonal.
A fenitoína é um indutor potente do sistema enzimático citocromo P450 no fígado, que acelera o metabolismo dos hormônios estrogênio e progesterona, reduzindo suas concentrações plasmáticas e, consequentemente, a eficácia contraceptiva.
Métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos) e métodos hormonais que não sofrem metabolismo hepático significativo ou que liberam hormônios localmente (como o SIU liberador de levonorgestrel) são opções seguras.
A gravidez em mulheres com epilepsia pode apresentar riscos aumentados para a mãe (piora das crises, pré-eclâmpsia) e para o feto (malformações congênitas devido a alguns anticonvulsivantes, restrição de crescimento).
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