UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Paciente de 23 anos comparece à consulta solicitando início do uso de contracepção. A mesma refere enxaqueca com aura em acompanhamento com neurologista há 3 anos. Dentre as opções abaixo qual a MENOS APROPRIADA para essa paciente?
Enxaqueca com aura é contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados (estrogênio + progestagênio) devido ao ↑ risco de AVC.
Pacientes com enxaqueca com aura apresentam um risco aumentado de acidente vascular cerebral isquêmico. O uso de contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio, eleva ainda mais esse risco, sendo, portanto, contraindicado. Métodos que contêm apenas progestagênio ou métodos não hormonais são opções seguras.
A escolha do método contraceptivo em mulheres com enxaqueca é um tópico de grande relevância na prática ginecológica, especialmente quando há presença de aura. A enxaqueca com aura é uma condição neurológica que confere um risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. A combinação de estrogênio presente nos contraceptivos hormonais combinados (CHC) com a enxaqueca com aura eleva exponencialmente esse risco, tornando-os absolutamente contraindicados. Os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS) classificam a enxaqueca com aura como Categoria 4 para CHC, ou seja, uma condição que representa um risco inaceitável à saúde se o método for utilizado. Essa contraindicação se deve ao potencial trombogênico do estrogênio, que pode precipitar eventos isquêmicos cerebrais em pacientes já predispostas. Para residentes, é fundamental saber identificar a enxaqueca com aura e orientar as pacientes para métodos contraceptivos seguros. As opções incluem métodos que contêm apenas progestagênio (como pílulas de progestagênio isolado, injetáveis trimestrais, implantes subdérmicos ou DIU hormonal) ou métodos não hormonais (como o DIU de cobre ou métodos de barreira). A anamnese detalhada sobre o tipo de enxaqueca é crucial para uma prescrição segura e eficaz.
Contraceptivos combinados contêm estrogênio, que aumenta o risco de trombose e, consequentemente, de acidente vascular cerebral isquêmico, risco já elevado em pacientes com enxaqueca com aura.
Métodos que contêm apenas progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante, DIU hormonal) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos, métodos de barreira) são considerados seguros.
A aura consiste em sintomas neurológicos focais transitórios (visuais, sensitivos, de fala) que precedem ou acompanham a dor de cabeça. A presença desses sintomas é o que define a contraindicação.
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