INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma mulher com 38 anos de idade, com crises de enxaqueca com aura, realizou encontros de planejamento familiar, desejando utilizar anel vaginal combinado ou dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel como método contraceptivo. A orientação sobre esses métodos em relação à enxaqueca dessa paciente é que
Enxaqueca com aura + estrogênio = contraindicação absoluta (risco AVC). DIU levonorgestrel é seguro.
Pacientes com enxaqueca com aura têm risco aumentado de acidente vascular cerebral isquêmico. O uso de contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) é uma contraindicação absoluta para essas pacientes, devido ao risco adicional de trombose. Métodos que contêm apenas progesterona, como o DIU liberador de levonorgestrel, são seguros.
A enxaqueca com aura é uma condição neurológica que exige atenção especial na escolha de métodos contraceptivos. A presença de aura, que são sintomas neurológicos focais transitórios que precedem ou acompanham a dor de cabeça, é um fator de risco independente para acidente vascular cerebral isquêmico. Portanto, a decisão sobre a contracepção deve considerar cuidadosamente esse risco. Os contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio e progesterona (como pílulas combinadas, anel vaginal e adesivo transdérmico), são contraindicados para mulheres com enxaqueca com aura. O estrogênio aumenta o risco de eventos trombóticos, o que, somado ao risco inerente da enxaqueca com aura, eleva significativamente a probabilidade de um AVC. Essa contraindicação é classificada como Categoria 4 pelos Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos da OMS. Em contraste, métodos contraceptivos que contêm apenas progesterona (como o DIU liberador de levonorgestrel, implante subdérmico e pílulas de progesterona isolada) ou métodos não hormonais (como o DIU de cobre e métodos de barreira) são considerados seguros e adequados para mulheres com enxaqueca com aura. É fundamental que o médico oriente a paciente sobre essas opções, garantindo uma contracepção eficaz e segura, minimizando os riscos cardiovasculares.
O principal risco é o aumento da incidência de acidente vascular cerebral isquêmico. O estrogênio presente nos contraceptivos combinados pode aumentar a trombogenicidade, potencializando o risco já elevado pela enxaqueca com aura.
Métodos que não contêm estrogênio são seguros, como os métodos apenas de progesterona (DIU liberador de levonorgestrel, implante subdérmico, pílulas de progesterona) e métodos não hormonais (DIU de cobre, métodos de barreira).
A presença de aura na enxaqueca é um fator de risco para eventos trombóticos, especialmente AVC. Por isso, qualquer método contraceptivo que contenha estrogênio é contraindicado, conforme os Critérios de Elegibilidade Médica da OMS (categoria 4).
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