UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
Mulher de 24 anos comparece à consulta, relatando relação sexual desprotegida há 48 horas, quando se encontrava no 9º dia do ciclo menstrual. Refere ciclos menstruais regulares com intervalos de 30 dias. Não utiliza contraceptivo hormonal, por ter história familiar de tromboembolismo. Deseja saber se pode utilizar contraceptivo hormonal de emergência. A recomendação é:
Contracepção de emergência: iniciar o mais cedo possível, idealmente até 72h, máximo 120h pós-coito desprotegido.
A eficácia da contracepção de emergência é inversamente proporcional ao tempo decorrido da relação sexual desprotegida. Embora o ideal seja nas primeiras 24 horas, a maioria dos métodos pode ser utilizada com eficácia decrescente até 72 ou 120 horas, dependendo da formulação.
A contracepção de emergência (CE) é um método utilizado para prevenir a gravidez após uma relação sexual desprotegida ou falha de um método contraceptivo. É uma ferramenta crucial no planejamento familiar e na saúde reprodutiva, oferecendo uma segunda chance para evitar uma gravidez indesejada. A sua importância reside na capacidade de reduzir as taxas de abortos inseguros e gravidezes não planejadas. Os principais métodos de CE incluem a pílula de levonorgestrel (dose única ou duas doses) e o acetato de ulipristal. O levonorgestrel atua principalmente inibindo ou atrasando a ovulação, sendo mais eficaz quanto antes for administrado. Embora a eficácia seja maior nas primeiras 24 horas, ele pode ser usado até 72 horas (e em algumas formulações, até 120 horas) após o coito desprotegido, com eficácia decrescente. O acetato de ulipristal tem uma janela de eficácia maior, de até 120 horas, e pode ser mais eficaz que o levonorgestrel em alguns cenários. É fundamental orientar as pacientes sobre o uso correto da CE, enfatizando que não é um método contraceptivo de rotina e não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. A história familiar de tromboembolismo, embora seja uma preocupação para contraceptivos hormonais combinados de uso contínuo, geralmente não contraindica a CE, devido à dose hormonal única e ao perfil de risco diferente. O aconselhamento deve incluir a discussão sobre métodos contraceptivos de longo prazo para evitar a necessidade de uso repetido da CE.
A contracepção de emergência com levonorgestrel é mais eficaz nas primeiras 72 horas após a relação desprotegida, mas pode ser utilizada com eficácia decrescente até 120 horas (5 dias).
A história familiar de tromboembolismo não é uma contraindicação absoluta para a contracepção de emergência, pois a dose hormonal é única e o risco é considerado baixo em comparação com os contraceptivos orais combinados de uso contínuo.
O principal mecanismo de ação é a inibição ou atraso da ovulação. Não é abortiva e não interrompe uma gravidez já estabelecida.
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