Contracepção de Emergência: Levonorgestrel e Eficácia

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022

Enunciado

Para contracepção de emergência, após intercurso sexual sem proteção ou com rotura de preservativo, o melhor resultado é:

Alternativas

  1. A) estroprogestágeno combinado, via oral, de 12 em 12 horas, com início de uso em até 72 horas, por 3 dias.
  2. B) estroprogestageno combinado, via oral, por 30 dias.
  3. C) progestágeno (medroxiprogesterona 150 mg) injetável em até 12 horas.
  4. D) progestágeno (levonorgestrel 75 mcg) de 12 em 12 horas, por 1 dia, com início nas primeiras 12 horas.
  5. E) progestágeno (levonorgestrel 150 mcg), 1 vez ao dia, por 7 dias.

Pérola Clínica

Contracepção de emergência: Levonorgestrel é mais eficaz quanto antes usado, idealmente nas primeiras 12h.

Resumo-Chave

A contracepção de emergência com progestágeno (levonorgestrel) é o método mais eficaz e seguro disponível. Sua eficácia é inversamente proporcional ao tempo decorrido desde o intercurso sexual desprotegido, sendo máxima nas primeiras 12-24 horas e diminuindo progressivamente até 72 horas (e com alguma eficácia até 120 horas). A dose de 75 mcg de 12 em 12 horas por um dia é uma das opções de regime.

Contexto Educacional

A contracepção de emergência é um recurso fundamental para prevenir a gravidez após intercurso sexual desprotegido ou falha de método contraceptivo. O levonorgestrel é o progestágeno mais utilizado para esse fim, devido à sua alta eficácia e perfil de segurança. É crucial que os profissionais de saúde estejam familiarizados com as indicações, posologia e janela de tempo para otimizar os resultados e oferecer o melhor cuidado às pacientes. O regime de levonorgestrel 75 mcg, administrado em duas doses com intervalo de 12 horas, é uma das opções eficazes, sendo a outra a dose única de 1,5 mg. A eficácia da contracepção de emergência é inversamente proporcional ao tempo decorrido desde a relação sexual desprotegida, com os melhores resultados sendo obtidos quando administrada nas primeiras 12 a 24 horas, embora possa ser utilizada com alguma eficácia até 72 horas (e, em alguns casos, até 120 horas). O mecanismo de ação principal é a inibição ou atraso da ovulação. É importante orientar a paciente sobre a necessidade de iniciar o uso o mais rápido possível e sobre os possíveis efeitos adversos, como náuseas e sangramento irregular. A contracepção de emergência não deve ser utilizada como método contraceptivo regular, devido à sua menor eficácia comparada aos métodos de uso contínuo e à maior dose hormonal. Após o uso, é fundamental aconselhar a paciente sobre métodos contraceptivos regulares e a importância da prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de ação do levonorgestrel na contracepção de emergência?

O levonorgestrel atua principalmente inibindo ou atrasando a ovulação. Se a ovulação já ocorreu, ele pode dificultar a fertilização ou a implantação, embora seu efeito principal seja pré-ovulatório. Não é abortivo, pois não interrompe uma gravidez já estabelecida.

Qual a diferença entre os regimes de dose única e dose fracionada de levonorgestrel?

Ambos os regimes são eficazes. A dose única de 1,5 mg de levonorgestrel é tão eficaz quanto a dose fracionada de 0,75 mg repetida após 12 horas, e pode ter melhor adesão. A escolha entre os regimes pode depender da disponibilidade e preferência da paciente.

Quais são os efeitos adversos mais comuns da contracepção de emergência com levonorgestrel?

Os efeitos adversos mais comuns incluem náuseas, vômitos, fadiga, dor de cabeça, tontura, sensibilidade mamária e sangramento irregular. Geralmente são leves e transitórios. Em caso de vômito em até 2 horas após a tomada, a dose deve ser repetida.

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