HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Entre as funções da contracepção de emergência, que tem como droga a progesterona o principal mecanismo de ação é:
Contracepção de emergência (progesterona) → principal mecanismo é tornar o endométrio impróprio à nidação.
Embora a contracepção de emergência com progesterona (levonorgestrel) possa inibir ou atrasar a ovulação, seu principal mecanismo de ação para prevenir a gravidez é alterar o endométrio, tornando-o desfavorável à implantação do óvulo fertilizado.
A contracepção de emergência, popularmente conhecida como "pílula do dia seguinte", é um método crucial para prevenir a gravidez após uma relação sexual desprotegida ou falha de um método contraceptivo regular. A droga mais comumente utilizada é o levonorgestrel, um progestágeno sintético, administrado em dose única ou em duas doses. Sua eficácia é maior quanto antes for utilizada, idealmente nas primeiras 72 horas, mas pode ter algum efeito até 120 horas após a relação. O mecanismo de ação da contracepção de emergência com progesterona é multifacetado e depende do momento do ciclo menstrual em que é administrada. Se tomada antes da ovulação, pode inibir ou atrasar a liberação do óvulo, prevenindo a fertilização. No entanto, seu principal mecanismo, e o mais consistente, é a alteração do endométrio. A progesterona modifica a estrutura e a receptividade endometrial, tornando-o desfavorável à implantação do blastocisto, caso a fertilização tenha ocorrido. É fundamental compreender que a contracepção de emergência não é um método abortivo, pois atua antes da implantação do embrião. Ela não interrompe uma gravidez já estabelecida. Além dos efeitos no endométrio e na ovulação, a progesterona também pode alterar o muco cervical, tornando-o mais espesso e dificultando a passagem dos espermatozoides. A educação sobre o uso correto e a não substituição dos métodos contraceptivos regulares pela contracepção de emergência é essencial na prática clínica.
O principal mecanismo é tornar o endométrio impróprio para a nidação do óvulo fertilizado, alterando sua receptividade e dificultando a implantação.
Sim, a progesterona em altas doses pode inibir ou atrasar a ovulação se tomada antes do pico de LH, mas este não é o único ou principal mecanismo se a ovulação já ocorreu ou está iminente.
Ela não é abortiva porque seu mecanismo de ação ocorre antes da implantação do embrião. Se a implantação já ocorreu, a pílula não tem efeito em interromper a gravidez estabelecida.
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