UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Adolescente, 15 anos, é encontrada desacordada há 5 horas com relato de ter ingerido grande quantidade de bebidas alcoólicas, causa da perda de consciência. Refere sexarca aos 14 anos e que, atualmente, mantém relações sexuais esporádicas, com o uso de preservativos, sem parceiro fixo. No momento, queixa-se de dor em região genital. Ao exame ginecológico, observa-se eritema e pequenas lacerações em introito vaginal. Paciente nega ter consentido qualquer ato sexual durante evento de que participou. Entretanto, a análise da secreção vaginal demonstra a presença de espermatozoides móveis. A conduta mais eficaz e segura, neste caso, é:
Violência sexual: Levonorgestrel 1,5 mg dose única VO como contracepção de emergência imediata.
Em casos de violência sexual, a contracepção de emergência com levonorgestrel 1,5 mg em dose única oral deve ser administrada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 72 horas, para maximizar a eficácia. A avaliação e profilaxia para DSTs e HIV também são cruciais.
A violência sexual é uma emergência médica e social que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. A conduta médica inicial é crucial para minimizar os danos físicos e psicológicos à vítima, com foco na prevenção de gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A epidemiologia da violência sexual é alarmante, afetando predominantemente mulheres e adolescentes, e o profissional de saúde tem um papel vital no acolhimento e na garantia dos direitos da vítima. O diagnóstico de violência sexual é clínico, baseado no relato da vítima e nos achados do exame físico, que podem incluir lacerações, escoriações ou hematomas genitais. A presença de espermatozoides móveis confirma a ejaculação, mas sua ausência não exclui a violência. É fundamental coletar evidências forenses, se possível, e oferecer suporte psicológico. A suspeita deve ser alta em adolescentes com sinais de abuso e relato de perda de consciência ou incapacidade de consentir. O tratamento imediato inclui a contracepção de emergência, preferencialmente com levonorgestrel 1,5 mg em dose única oral, e a profilaxia pós-exposição para HIV, sífilis, gonorreia e clamídia, conforme protocolos específicos. A vacinação contra hepatite B e tétano deve ser avaliada. O prognóstico depende do suporte integral oferecido, incluindo acompanhamento psicológico e social. Pontos de atenção incluem a importância do consentimento informado, a confidencialidade e a notificação compulsória do caso às autoridades de saúde.
A principal medida é a administração de levonorgestrel 1,5 mg em dose única oral, idealmente nas primeiras 72 horas após o ato, para prevenir a gravidez.
É fundamental realizar profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo HIV, sífilis, gonorreia e clamídia, além de vacinação contra hepatite B e tétano, se necessário.
O levonorgestrel é mais eficaz quando administrado o mais cedo possível, com eficácia decrescente após 72 horas, embora possa ser considerado até 120 horas (5 dias) após a relação sexual desprotegida.
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