IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
No atendimento de paciente vítima de violência sexual, a melhor opção, das abaixo, de contracepção de emergência é o uso de:
Violência sexual: contracepção de emergência → Levonorgestrel (esquema de 2 doses ou dose única).
Em casos de violência sexual, a contracepção de emergência é uma medida crucial. O Levonorgestrel é a opção mais comum e eficaz, podendo ser administrado em dose única de 1,5 mg ou em duas doses de 0,75 mg com intervalo de 12 horas, preferencialmente nas primeiras 72 horas após a relação.
O atendimento à vítima de violência sexual é uma situação complexa que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada, com foco na saúde física e mental da paciente. A contracepção de emergência é um componente crítico desse atendimento, visando prevenir uma gravidez indesejada decorrente do ato de violência. A fisiopatologia da contracepção de emergência com Levonorgestrel baseia-se principalmente na inibição ou atraso da ovulação. Ele atua alterando o pico de LH, impedindo a liberação do óvulo. Sua eficácia é maior quanto antes for administrado após a relação sexual desprotegida. As opções incluem a dose única de 1,5 mg ou o esquema de duas doses de 0,75 mg com intervalo de 12 horas, ambos eficazes. Além da contracepção, o protocolo de atendimento à vítima de violência sexual inclui a profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, sífilis, clamídia e gonorreia, e a vacinação contra hepatite B e tétano. O suporte psicológico e social é igualmente vital. É fundamental que os profissionais de saúde estejam aptos a oferecer todas essas intervenções de forma rápida e empática, garantindo o direito à saúde e à dignidade da vítima.
O Levonorgestrel atua principalmente inibindo ou atrasando a ovulação. Se a ovulação já ocorreu, ele pode dificultar a fertilização ou a implantação, embora seu efeito principal seja pré-ovulatório.
A contracepção de emergência com Levonorgestrel é mais eficaz nas primeiras 72 horas (3 dias) após a relação desprotegida, mas pode ter alguma eficácia até 120 horas (5 dias).
Além da contracepção, são cruciais a profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), profilaxia para HIV, vacinação contra hepatite B e tétano, e suporte psicossocial.
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