Contracepção de Emergência: Conduta após Falha do Preservativo

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2024

Enunciado

Dois jovens, ela 25 anos e ele 26 anos de idade, tiveram uma relação sexual há 2 dias e utilizaram preservativo, porém perceberam que a camisinha havia estourado durante o ato sexual. Ela, nuligesta, está preocupada, pois isso nunca havia acontecido e estava no período fértil. A gestação nesse momento não seria desejada. Ela é hipertensa desde os 22 anos, bem controlada, sem outras comorbidades.Visando redução de risco de gestação, indique a melhor conduta no momento:

Alternativas

  1. A) Aguardar a chegada da menstruação e iniciar contraceptivo hormonal combinado, para maior segurança do casal nos próximos ciclos.
  2. B) Prescrever levonorgestrel, 1,5mg, via oral, dose única e uso imediato.
  3. C) Aguardar a chegada da menstruação e iniciar contraceptivo hormonal somente com progestágeno, já que a paciente é hipertensa.
  4. D) Manter o uso de condom e informar sobre os riscos e benefícios de outros métodos para escolha do casal, já que a"pílula do dia seguinte”, após dois dias, não terá efeito.

Pérola Clínica

Contracepção de emergência deve ser iniciada preferencialmente em até 72h (Levonorgestrel) ou 120h (DIU de cobre/Ulipristal).

Resumo-Chave

Após falha de método de barreira em período fértil, a contracepção de emergência é indicada para prevenir gestação indesejada, sendo o Levonorgestrel a opção hormonal mais comum.

Contexto Educacional

A contracepção de emergência (CE) é uma intervenção crítica para prevenir gestações não planejadas após relações sexuais desprotegidas, falha de método (ex: ruptura de preservativo) ou violência sexual. O mecanismo de ação principal dos métodos hormonais é o retardo ou inibição da ovulação; eles não possuem efeito abortivo se a implantação já tiver ocorrido. No Brasil, o esquema de Levonorgestrel (1,5 mg em dose única ou duas doses de 0,75 mg) é o mais acessível. É fundamental orientar a paciente que a CE não substitui métodos de rotina e não protege contra ISTs. Em pacientes hipertensas, a segurança é alta. O acompanhamento subsequente deve focar na escolha de um método contraceptivo regular de alta eficácia (LARC ou hormonal) para evitar recorrências.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo para usar a pílula de emergência?

O Levonorgestrel (pílula do dia seguinte) é mais eficaz quando tomado nas primeiras 24 horas, mas pode ser utilizado com eficácia decrescente até 72 horas (3 dias) após a relação. O acetato de ulipristal e o DIU de cobre podem ser usados até 120 horas (5 dias).

A hipertensão é contraindicação para o Levonorgestrel?

Não. De acordo com os Critérios de Elegibilidade da OMS, a contracepção de emergência com progestagênio isolado (Levonorgestrel) é categoria 1 (sem restrição) para mulheres com hipertensão, pois a exposição hormonal é de curtíssima duração e não impacta significativamente a pressão arterial.

Qual o método de emergência mais eficaz?

O DIU de cobre é considerado o método de contracepção de emergência mais eficaz, com taxa de falha próxima de 0,1%, além de oferecer proteção contraceptiva contínua por até 10 anos após a inserção.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo