Contracepção de Emergência: Quando e Como Prescrever

FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2021

Enunciado

Leila tem 20 anos e vai ao posto de saúde da família porque deseja um contraceptivo de emergência, pois teve relação sexual desprotegida há 50 horas. Seus ciclos menstruais são irregulares e nega outra relação desde a última menstruação. A alternativa que contém a orientação correta sobre anticoncepção nesse caso clínico é

Alternativas

  1. A) a contracepção de emergência deve ser prescrita para reduzir a possibilidade de gestação.
  2. B) a pílula do dia seguinte não está indicada porque os ciclos provavelmente já são anovulatórios.
  3. C) a pílula do dia seguinte já não está mais indicada, pois, pelo tempo transcorrido, não terá mais eficácia.
  4. D) a conduta será aguardar a próxima menstruação para iniciar o método contraceptivo de escolha da paciente.
  5. E) a melhor conduta deverá ser inserção de um DIU de cobre nesse momento como método contraceptivo de urgência.

Pérola Clínica

Contracepção de emergência oral é eficaz até 72h (levonorgestrel) ou 120h (ulipristal) pós-coito desprotegido.

Resumo-Chave

A contracepção de emergência oral, como a pílula do dia seguinte (levonorgestrel ou acetato de ulipristal), é indicada para reduzir o risco de gravidez após uma relação sexual desprotegida, desde que administrada dentro da janela de tempo recomendada para máxima eficácia. O DIU de cobre também é uma opção eficaz até 5 dias.

Contexto Educacional

A contracepção de emergência (CE) é um método utilizado para prevenir a gravidez após uma relação sexual desprotegida ou falha de método contraceptivo. Sua importância reside na redução de gestações indesejadas e na promoção da saúde reprodutiva. É fundamental que profissionais de saúde estejam aptos a orientar corretamente as pacientes sobre as opções e o tempo de uso. Existem duas principais opções de CE oral: o levonorgestrel, que deve ser utilizado preferencialmente em até 72 horas (podendo ter alguma eficácia até 120 horas), e o acetato de ulipristal, que mantém alta eficácia por até 120 horas após o coito. O mecanismo de ação principal é a inibição ou atraso da ovulação. O DIU de cobre também pode ser inserido como CE até 5 dias após a relação, sendo o método mais eficaz. A prescrição da CE deve ser feita o mais rápido possível após a relação desprotegida para maximizar sua eficácia. É crucial orientar a paciente sobre a não substituição de métodos contraceptivos regulares pela CE e sobre a necessidade de iniciar um método de rotina após seu uso.

Perguntas Frequentes

Qual o tempo máximo para usar a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte com levonorgestrel é eficaz por até 72 horas, enquanto o acetato de ulipristal pode ser usado por até 120 horas após a relação desprotegida. O DIU de cobre pode ser inserido como contracepção de emergência até 5 dias após o coito.

Quais são os tipos de contracepção de emergência disponíveis?

Os principais tipos são a pílula do dia seguinte (com levonorgestrel ou acetato de ulipristal) e a inserção de um DIU de cobre. Cada método tem sua própria janela de eficácia e mecanismo de ação.

A contracepção de emergência é eficaz em ciclos irregulares?

Sim, a contracepção de emergência é eficaz independentemente da regularidade dos ciclos menstruais, pois seu principal mecanismo é inibir ou atrasar a ovulação, que pode ocorrer a qualquer momento em ciclos irregulares.

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