Contracepção de Emergência: Mecanismo do Levonorgestrel

Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023

Enunciado

O uso de comprimidos apenas de levonorgestrel é o método de escolha para contracepção de emergência. Em realção a esse assunto, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A OMS preconiza a dose de 1,5 mg em dose única até uma semana após o coito desprotegido
  2. B) O levonorgestrel isolado é menos seguro que as preparações contendo estrogênio
  3. C) O levonorgestrel pós-coito é abortivo
  4. D) O principal mecanismo de ação é o atraso da ovulação

Pérola Clínica

Levonorgestrel CE = inibe/atrasa ovulação. Não é abortivo. Eficaz até 72h pós-coito.

Resumo-Chave

O levonorgestrel em dose única (1,5 mg) é o método de escolha para contracepção de emergência, atuando principalmente ao inibir ou atrasar a ovulação. É importante ressaltar que não é um método abortivo, pois não impede a implantação de um óvulo já fertilizado. Sua eficácia é maior quanto antes for utilizado, idealmente nas primeiras 72 horas após o coito desprotegido.

Contexto Educacional

A contracepção de emergência (CE) é um método crucial para prevenir a gravidez após um coito desprotegido ou falha de outro método contraceptivo. O levonorgestrel em dose única (1,5 mg) é o método hormonal mais amplamente utilizado e recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devido à sua eficácia e perfil de segurança. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam seu mecanismo de ação e orientem corretamente as pacientes. O principal mecanismo de ação do levonorgestrel na CE é a inibição ou atraso da ovulação. Ele atua alterando o pico de LH, impedindo a liberação do óvulo pelo ovário. É importante ressaltar que o levonorgestrel não é abortivo; ele não interrompe uma gravidez já estabelecida nem impede a implantação de um óvulo já fertilizado. Sua eficácia é maior quanto antes for administrado, idealmente nas primeiras 72 horas após a relação sexual desprotegida, embora possa ter alguma eficácia até 120 horas. Além da inibição da ovulação, o levonorgestrel pode ter outros efeitos, como alteração do muco cervical e do endométrio, mas estes são considerados secundários ao principal mecanismo. É um método seguro, com efeitos colaterais geralmente leves e transitórios, como náuseas, vômitos e cefaleia. A orientação sobre o uso correto, a janela de tempo e a natureza não abortiva do método são essenciais para desmistificar e promover o acesso à contracepção de emergência, que não deve ser utilizada como método contraceptivo regular.

Perguntas Frequentes

Qual o principal mecanismo de ação do levonorgestrel na contracepção de emergência?

O principal mecanismo de ação do levonorgestrel na contracepção de emergência é a inibição ou atraso da ovulação. Ele age impedindo a liberação do óvulo pelo ovário, o que impede a fertilização. Se a ovulação já ocorreu, sua eficácia é significativamente reduzida.

Por que o levonorgestrel para contracepção de emergência não é considerado abortivo?

O levonorgestrel não é considerado abortivo porque sua ação ocorre antes da implantação. Ele impede a ovulação ou a fertilização. Não há evidências de que ele impeça a implantação de um óvulo já fertilizado ou que interrompa uma gravidez já estabelecida.

Qual o período de tempo recomendado para o uso do levonorgestrel após o coito desprotegido?

O levonorgestrel deve ser utilizado o mais rápido possível após o coito desprotegido, idealmente nas primeiras 72 horas (3 dias), para maximizar sua eficácia. Embora possa ter alguma eficácia até 120 horas (5 dias), sua efetividade diminui consideravelmente com o tempo.

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