SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
Uma mulher de 25 anos, G2P2C2, deseja contracepção segura pelos próximos três anos. Ela relata que teve trombose venosa profunda (TVP) quando fez uso de anticoncepcionais hormonais orais e refere também que não consegue lembrar-se de tomar as pílulas diariamente, o que a obrigou a lançar mão do uso de anticoncepção de emergência por diversas vezes. Sobre contracepção de emergência, é INCORRETO afirmar que:
Contracepção de emergência (levonorgestrel) age primariamente inibindo/atrasando ovulação; NÃO impede implantação de óvulo já fecundado.
A contracepção de emergência com levonorgestrel atua principalmente inibindo ou atrasando a ovulação, e também pode alterar o muco cervical. É crucial entender que ela não é abortiva, ou seja, não impede a implantação de um óvulo já fecundado e não é eficaz se a implantação já ocorreu.
A contracepção de emergência (CE) é um método utilizado para prevenir a gravidez após uma relação sexual desprotegida ou falha de outro método contraceptivo. É uma ferramenta crucial no planejamento familiar, mas não deve ser utilizada como método contraceptivo regular devido à sua menor eficácia em comparação com métodos de uso contínuo e à ausência de proteção contra ISTs. A pílula de levonorgestrel, em dose única de 1,5 mg ou em duas doses, é o método hormonal mais comum. O mecanismo de ação primário da contracepção de emergência com levonorgestrel é a inibição ou o atraso da ovulação. Ao ser administrado antes do pico de LH, o levonorgestrel impede a liberação do óvulo, prevenindo a fecundação. Outros mecanismos secundários incluem a alteração do muco cervical, tornando-o mais espesso e hostil à passagem dos espermatozoides. É fundamental ressaltar que a CE não é um método abortivo; ela não interrompe uma gravidez já estabelecida e não impede a implantação de um óvulo já fecundado. A eficácia da contracepção de emergência é maior quanto mais precocemente for administrada após o coito desprotegido, idealmente nas primeiras 72 horas. Aconselhar as pacientes sobre o uso correto da CE, suas limitações e a importância de um método contraceptivo regular é essencial. Além disso, a história de trombose venosa profunda (TVP) é uma contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados, direcionando a escolha para métodos apenas com progestágeno ou não hormonais para contracepção regular.
O principal mecanismo de ação da pílula de levonorgestrel é a inibição ou atraso da ovulação. Ela atua impedindo a liberação do óvulo pelo ovário, evitando assim a fecundação. Também pode alterar o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides.
Não, a contracepção de emergência não impede a implantação de um óvulo já fecundado. Sua eficácia é pré-fertilização, e ela não é considerada um método abortivo. Se a implantação já ocorreu, a pílula não terá efeito.
A contracepção de emergência é mais eficaz quanto antes for tomada após o coito desprotegido. A pílula de levonorgestrel tem maior eficácia nas primeiras 72 horas, embora possa ser usada com alguma eficácia até 120 horas.
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