Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Paciente de 20 anos, relação sexual há 3 anos, com uso de preservativo apenas, vem ao PS relatando que preservativo estourou na relação há 12 horas. Diante de tal caso, a conduta MAIS adequada para contracepção de emergência é:
Falha contraceptiva (preservativo) < 72h → Levonorgestrel 1,5 mg dose única é a conduta de emergência mais adequada.
A contracepção de emergência com levonorgestrel é eficaz se administrada o mais rápido possível após a relação sexual desprotegida, idealmente dentro de 72 horas (embora possa ter algum efeito até 120 horas). A dose única de 1,5 mg é a mais prática e com menor taxa de efeitos adversos em comparação com o esquema de duas doses.
A contracepção de emergência é um recurso fundamental para prevenir uma gravidez indesejada após uma relação sexual desprotegida ou falha de um método contraceptivo, como o rompimento de um preservativo. É crucial que a intervenção seja realizada o mais rapidamente possível para maximizar sua eficácia. As opções mais comuns incluem pílulas hormonais e o dispositivo intrauterino (DIU) de cobre. O levonorgestrel é o método hormonal de contracepção de emergência mais amplamente utilizado e recomendado. Ele está disponível em dose única de 1,5 mg ou em duas doses de 0,75 mg, com a dose única sendo preferível pela conveniência e menor chance de esquecimento. Seu principal mecanismo de ação é a inibição ou o atraso da ovulação, impedindo que o espermatozoide encontre o óvulo. É importante ressaltar que o levonorgestrel não é um método abortivo e não tem efeito se a gravidez já estiver estabelecida. A eficácia do levonorgestrel diminui com o tempo, sendo máxima nas primeiras 24 horas e ainda significativa até 72 horas após a relação sexual desprotegida, embora possa ter algum efeito até 120 horas. Outras opções incluem o acetato de ulipristal, que pode ser eficaz por até 120 horas e é considerado mais eficaz que o levonorgestrel em alguns cenários, e o DIU de cobre, que é o método de emergência mais eficaz e pode ser inserido até 5 dias após a relação, oferecendo também contracepção de longo prazo. A escolha do método deve considerar o tempo decorrido, a disponibilidade e as contraindicações individuais.
O levonorgestrel age principalmente inibindo ou atrasando a ovulação. Ele não interrompe uma gravidez já estabelecida, mas impede a fertilização se a ovulação ainda não ocorreu.
A eficácia do levonorgestrel é maior quanto antes for administrado, idealmente nas primeiras 72 horas (3 dias) após a relação desprotegida, mas pode ter algum efeito até 120 horas (5 dias).
Sim, o acetato de ulipristal (eficaz até 120 horas e potencialmente mais eficaz que o levonorgestrel, especialmente se a ovulação estiver próxima) e a inserção de DIU de cobre (o método mais eficaz, podendo ser usado até 5 dias após a relação).
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