HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
Para uma mulher de 34 anos, com doença de vesícula biliar ativa, recusando tratamento cirúrgico, o melhor método anticoncepcional dos listados é:
Doença de vesícula biliar ativa → Evitar estrogênio. DIU de cobre é seguro e eficaz.
Mulheres com doença de vesícula biliar ativa devem evitar contraceptivos que contenham estrogênio, pois este pode exacerbar a condição. O DIU de cobre é uma excelente opção por ser um método não hormonal.
A escolha do método contraceptivo em mulheres com condições médicas preexistentes requer atenção especial para evitar riscos e complicações. A doença de vesícula biliar ativa, como colelitíase ou colecistite, é uma condição em que a presença de estrogênio pode ser prejudicial, pois este hormônio pode alterar a composição da bile, aumentando a litogenicidade e o risco de cálculos ou crises. Os contraceptivos hormonais combinados (pílulas, adesivos, anéis vaginais) contêm estrogênio e progestagênio, e são contraindicados ou devem ser usados com cautela em mulheres com doença biliar ativa. O estrogênio pode aumentar a saturação de colesterol na bile e diminuir a motilidade da vesícula biliar, exacerbando a condição. Nesse cenário, métodos contraceptivos que não contêm estrogênio são a melhor escolha. O DIU de cobre é um método não hormonal, altamente eficaz, de longa duração e seguro para mulheres com doença de vesícula biliar ativa. Outras opções seriam os métodos apenas com progestagênio (pílula de progestagênio isolado, implante, injeção trimestral, DIU hormonal), que não apresentam os mesmos riscos biliares associados ao estrogênio. O residente deve estar ciente dessas contraindicações para oferecer a melhor orientação às pacientes.
Os estrogênios presentes nos contraceptivos combinados podem alterar a composição da bile, aumentando a saturação de colesterol e o risco de formação de cálculos biliares ou exacerbação de colelitíase existente.
As opções seguras incluem métodos não hormonais (DIU de cobre, métodos de barreira) e métodos hormonais que contêm apenas progestagênio (DIU hormonal, implante, injeção trimestral, pílula de progestagênio isolado).
O DIU de cobre é um método contraceptivo altamente eficaz, de longa duração (até 10 anos), reversível, não hormonal e que pode ser usado durante a amamentação e em mulheres com contraindicações ao estrogênio.
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