USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Na unidade básica de saúde, você atende uma mulher de 23 anos, G0, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 desde os 12 anos de idade. Deseja contracepção. IMC: 31 Kg/m². PA: 110x65 mmHg. Exame ginecológico sem alterações. Exames de rastreamento recomendados para a idade: normais, com exceção de HDL: 30 mg/dL (VN > 40 mg/dL). Exames de monitoramento da diabetes mellitus: sem alterações. Veja abaixo as figuras de 1 a 4, que apresentam opções de orientação contraceptiva: Considerando os critérios médicos de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (OMS), 2015, qual das figuras apresenta a orientação contraceptiva mais adequada?
DM1 com comorbidades (obesidade, dislipidemia) → preferir métodos progestagênio isolado ou não hormonais (DIU cobre).
Em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 e comorbidades como obesidade (IMC > 30) e dislipidemia (HDL baixo), os métodos contraceptivos combinados (estrogênio-progestagênio) são geralmente contraindicados (Categoria 3 ou 4 da OMS) devido ao risco cardiovascular aumentado. Métodos que contêm apenas progestagênio ou métodos não hormonais são as opções mais seguras e adequadas.
A escolha do método contraceptivo em mulheres com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é um desafio clínico importante, exigindo uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. A DM1, por si só, já confere um risco cardiovascular aumentado, que pode ser potencializado pela presença de comorbidades como obesidade, hipertensão e dislipidemia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) fornece critérios de elegibilidade médica que categorizam os métodos contraceptivos de acordo com a condição de saúde da paciente, sendo uma ferramenta indispensável para a tomada de decisão clínica. Para pacientes com DM1, especialmente aquelas com fatores de risco adicionais, os métodos contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio e progestagênio) são frequentemente contraindicados ou requerem cautela extrema (categorias 3 ou 4 da OMS) devido ao potencial de agravar o risco tromboembólico e cardiovascular. O estrogênio pode influenciar negativamente o metabolismo lipídico e a resistência à insulina. Portanto, a prioridade é optar por métodos que minimizem esses riscos, garantindo a eficácia contraceptiva e a segurança da paciente. Nesse contexto, os métodos contraceptivos que contêm apenas progestagênio (como a minipílula, o injetável trimestral, o implante subdérmico e o DIU hormonal) e os métodos não hormonais (como o DIU de cobre e os métodos de barreira) são as opções mais adequadas. Eles oferecem alta eficácia contraceptiva sem os riscos associados ao estrogênio, sendo a escolha preferencial para mulheres com DM1 e comorbidades, como obesidade e dislipidemia, que elevam o risco cardiovascular.
Os principais fatores de risco incluem a duração da diabetes, presença de complicações microvasculares (nefropatia, retinopatia), controle glicêmico, e comorbidades como obesidade, hipertensão e dislipidemia, que aumentam o risco cardiovascular.
Os contraceptivos hormonais combinados contêm estrogênio, que pode aumentar o risco de eventos tromboembólicos e agravar o perfil lipídico e a resistência à insulina, sendo contraindicados em pacientes com DM1 e fatores de risco cardiovascular adicionais.
Os métodos mais seguros incluem os que contêm apenas progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante, DIU hormonal) e os métodos não hormonais (DIU de cobre, diafragma, preservativos), pois não aumentam o risco cardiovascular associado ao estrogênio.
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