PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
Mulher de 22 anos vai à consulta com ginecologista querendo trocar o método contraceptivo. Relata uso de pílula contraceptiva combinada oral, há seis meses, desde que iniciou a vida sexual com o atual namorado. Porém queixa de náuseas importantes e cefaleia holocraniana desde que iniciou o método. Vinha controlando os sintomas com antieméticos e analgésicos, acreditando que os sintomas cessariam. É portadora de Diabetes Mellitus tipo 1 bem controlado, diagnosticado há três anos. Não apresentou alterações no exame físico na consulta atual Considerando o exposto, é CORRETO afirmar que:
DM1 com náuseas/cefaleia por pílula combinada → implante etonogestrel é seguro e eficaz, critério 1 OMS.
Pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 bem controlado podem usar métodos contraceptivos hormonais. Implantes de etonogestrel são uma excelente opção, pois são progestogênicos isolados, não contêm estrogênio (que pode piorar náuseas/cefaleia e ter riscos cardiovasculares), e são altamente eficazes.
A escolha do método contraceptivo em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) requer uma avaliação cuidadosa, considerando o controle glicêmico, a presença de complicações vasculares e os potenciais efeitos adversos dos métodos. A paciente em questão apresenta DM1 bem controlado e queixas de náuseas e cefaleia com o uso de pílula contraceptiva combinada oral, sintomas frequentemente associados ao componente estrogênico. Os Critérios de Elegibilidade Médica para Uso de Contraceptivos (CEM) da Organização Mundial da Saúde (OMS) são guias essenciais. Para pacientes com DM1 bem controlado e sem complicações vasculares, os métodos progestogênicos isolados, como o implante subdérmico de etonogestrel, são considerados critério 1 (sem restrições de uso) ou 2 (vantagens geralmente superam os riscos). Estes métodos não contêm estrogênio, o que os torna mais seguros em relação ao risco tromboembólico e menos propensos a causar náuseas e cefaleia. Em contraste, os contraceptivos orais combinados, devido ao estrogênio, podem exacerbar náuseas e cefaleias, além de apresentar um risco ligeiramente maior de eventos tromboembólicos e potencial impacto no controle glicêmico em pacientes diabéticas. Portanto, o implante de etonogestrel representa uma alternativa segura, eficaz e com menor perfil de efeitos adversos para esta paciente, sendo uma excelente escolha para a troca do método contraceptivo.
Para DM1 bem controlado sem complicações vasculares, a maioria dos métodos progestogênicos isolados (implantes, DIU de levonorgestrel, injetáveis) são critério 1 ou 2 da OMS. Contraceptivos orais combinados são critério 2 ou 3, dependendo da presença de complicações.
O implante de etonogestrel é um método progestogênico isolado, não contendo estrogênio, o que minimiza os efeitos colaterais como náuseas e cefaleia. Além disso, é altamente eficaz e seguro para pacientes com DM1 bem controlado, sendo critério 1 da OMS.
Contraceptivos orais combinados contêm estrogênio, que pode aumentar o risco de eventos tromboembólicos e ter um impacto negativo no controle glicêmico e no perfil lipídico, especialmente em pacientes diabéticas com complicações vasculares ou mau controle.
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