SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020
Joana, 32 anos, vem à consulta porque está em um novo relacionamento fixo e pretende iniciar relações sexuais com o parceiro. Ela diz que costuma usar preservativo nas relações, mas gostaria de associar outro método para prevenir a gravidez. Ela não tem filhos e não planeja gestar. Tem ciclos regulares, com fluxo pequeno por 3 a 4 dias, sem cólicas. Última menstruação foi há 2 semanas. O preventivo de colo uterino, realizado há 2 anos, estava sem alterações. Nega cefaleia ou doenças crônicas. Não utiliza medicamentos contínuos. Fuma há cerca de 10 anos, por volta de 5 a 10 cigarros por dia. Sobre a indicação de um método anticoncepcional para Joana, pode-se afirmar que:
Tabagismo >35 anos + ACO combinados = Contraindicação absoluta. Laqueadura >25 anos ou ≥2 filhos vivos.
Joana tem 32 anos e é tabagista. Embora não tenha 35 anos ainda, o tabagismo é um fator de risco importante para o uso de anticoncepcionais orais combinados (ACOs), especialmente com o aumento da idade. A opção de contracepção definitiva (laqueadura) é legalmente permitida para mulheres com mais de 25 anos ou com pelo menos 2 filhos vivos, e como ela não deseja ter filhos, pode ser discutida.
A escolha do método contraceptivo ideal envolve uma avaliação individualizada da paciente, considerando seu histórico de saúde, estilo de vida, preferências e riscos. O tabagismo é um fator de risco cardiovascular significativo, especialmente quando associado ao uso de anticoncepcionais hormonais combinados (AHC), que aumentam o risco de trombose, infarto e AVC. Para mulheres tabagistas, os AHCs são contraindicados a partir dos 35 anos (OMS Categoria 4). Antes dessa idade, o risco é menor, mas ainda existe, e métodos alternativos devem ser preferidos. Métodos apenas com progestagênio (minipílula, injetável trimestral, implante, SIU-LNG) ou métodos não hormonais (DIU de cobre, preservativos) são opções mais seguras para tabagistas. A contracepção definitiva, como a laqueadura tubária, é uma opção para mulheres que não desejam mais ter filhos. No Brasil, a lei permite a laqueadura para mulheres com mais de 25 anos de idade ou com pelo menos dois filhos vivos. A paciente deve manifestar sua vontade de forma expressa, e há um período de reflexão de 60 dias. É fundamental que o médico apresente todas as opções contraceptivas, discutindo riscos e benefícios de cada uma, para que a paciente faça uma escolha informada.
Anticoncepcionais orais combinados são contraindicados em mulheres tabagistas com idade igual ou superior a 35 anos, devido ao risco aumentado de eventos cardiovasculares graves como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Em mulheres mais jovens, o tabagismo ainda é um fator de risco a ser considerado.
No Brasil, a laqueadura tubária pode ser realizada em mulheres com capacidade civil plena, maiores de 25 anos de idade OU com pelo menos dois filhos vivos. É necessário um prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, e o consentimento do cônjuge não é mais obrigatório.
Não, o DIU não é contraindicado para mulheres nulíparas. Tanto o DIU de cobre quanto o DIU hormonal (SIU-LNG) são opções seguras e eficazes para mulheres que nunca engravidaram, sendo recomendados pelas principais diretrizes de planejamento familiar.
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