HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024
Algumas cardiopatias geram um risco adicional elevado durante a gestação e puerpério devido à sobrecarga hemodinâmica causada pelas modificações adaptativas da gestação. Entretanto, a maioria das mulheres cardiopatas não recebe orientação quanto à contracepção. A escolha do método contraceptivo deve levar em conta particularidades de cada patologia específica para reduzir os riscos. Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir sobre a contracepção da mulher cardiopata.I. Pacientes com alto risco trombogênico (cardiopatias congênitas complexas, ICFER com FE < 30%, valvopatas e próteses mecânicas), assim como hipertensas graves, não devem utilizar métodos hormonais.II. Pacientes em que a retenção hídrica seja um problema devem evitar métodos de progesterona.III. Pacientes com arritmia ou outra condição que necessite anticoagulação podem usar DIU de cobre sem risco de aumento do sangramento.IV. Pacientes das classes III e IV da classificação de risco materno da OMS têm indicação de uso de métodos de contracepção reversível de longa duração (LARC), pela maior segurança e menor índice de falha. Estão corretas as afirmativas
Cardiopatas de alto risco trombogênico ou hipertensão grave → evitar métodos hormonais; LARC é preferencial para classes III/IV OMS.
A escolha do método contraceptivo em mulheres cardiopatas é crucial e deve ser individualizada, considerando o risco trombogênico, a função cardíaca e a necessidade de anticoagulação. Métodos hormonais combinados são contraindicados em alto risco trombogênico e hipertensão grave, enquanto os LARC são geralmente mais seguros e eficazes.
A contracepção em mulheres com cardiopatias é um tema de extrema importância, pois a gestação pode representar um risco significativo para a saúde materna e fetal devido às alterações hemodinâmicas. A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando a patologia cardíaca específica, o risco trombogênico, a função ventricular e a necessidade de anticoagulação. Pacientes com alto risco trombogênico, como aquelas com cardiopatias congênitas complexas, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (<30%), valvopatias e próteses mecânicas, ou hipertensão grave, devem evitar métodos hormonais combinados devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos. Métodos que causam retenção hídrica, como alguns progestagênios, também devem ser evitados em pacientes com risco de descompensação cardíaca. Os métodos de contracepção reversível de longa duração (LARC), como o DIU de cobre, o DIU hormonal e o implante de etonogestrel, são geralmente as opções preferenciais para mulheres cardiopatas, especialmente aquelas nas classes III e IV da classificação de risco materno da OMS, devido à sua alta eficácia e segurança. O DIU de cobre pode ser usado por pacientes anticoaguladas, apesar de um possível aumento no sangramento menstrual, pois não aumenta o risco de eventos tromboembólicos.
Cardiopatias congênitas complexas, insuficiência cardíaca com fração de ejeção < 30%, valvopatias e próteses mecânicas, além de hipertensão grave, são condições de alto risco trombogênico que contraindicam métodos hormonais combinados.
Os LARC (DIU hormonal, DIU de cobre, implante) oferecem alta eficácia, baixa taxa de falha e menor dependência da adesão da paciente, sendo mais seguros e adequados para mulheres com cardiopatias de alto risco (classes III e IV da OMS).
Sim, pacientes em anticoagulação podem usar DIU de cobre. Embora possa haver um aumento no sangramento menstrual, não há contraindicação absoluta, e o risco de complicações graves é baixo, sendo uma opção segura e eficaz.
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