HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Mulher, 20 anos de idade, recusa-se a usar métodos hormonais ou DIU para contracepção e procura ginecologista para orientação contraceptiva. É bissexual e não pretende engravidar. Entre os métodos abaixo, o mais adequado é:
Paciente jovem com recusa de métodos hormonais/DIU e risco de IST → Condom é a escolha pela dupla proteção (contracepção + prevenção).
O preservativo (condom) é o único método que oferece dupla proteção: contraceptiva e contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Para pacientes que não desejam métodos de longa duração ou hormonais, e/ou possuem múltiplos parceiros, ele é fundamental.
A contracepção de barreira, cujo principal representante é o preservativo (condom), desempenha um papel crucial na saúde sexual e reprodutiva. Diferente dos métodos hormonais e dispositivos intrauterinos (DIUs), que possuem alta eficácia contraceptiva, os métodos de barreira são os únicos que oferecem a chamada 'dupla proteção': prevenção da gravidez e da transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O aconselhamento contraceptivo deve ser individualizado, considerando o histórico médico, estilo de vida, preferências e necessidades da paciente. Para uma mulher jovem, sexualmente ativa, que recusa métodos hormonais ou invasivos, o preservativo se torna a opção mais adequada. Sua indicação é reforçada em contextos de múltiplos parceiros ou quando o status sorológico dos parceiros é desconhecido, sendo um pilar na prevenção de HIV, sífilis, gonorreia, clamídia, entre outras. A eficácia do condom depende diretamente do seu uso correto e consistente a cada relação sexual. Embora o Índice de Pearl (falhas por 100 mulheres/ano) no uso típico seja maior que o de métodos de longa duração, seu benefício na prevenção de ISTs é inquestionável. Métodos como laqueadura ou molas intratubárias são procedimentos de esterilização definitiva, inadequados para uma paciente de 20 anos sem prole definida. Já métodos comportamentais, como o de calendário, apresentam taxas de falha muito elevadas.
O condom é ideal para pacientes que desejam proteção contra ISTs, não podem ou não querem usar métodos hormonais/DIU, ou como método complementar. É crucial em relações com parceiros múltiplos ou de status sorológico desconhecido.
Pode-se orientar a dupla contracepção, associando o condom a um método de alta eficácia (como pílula anticoncepcional ou injetável), garantindo máxima proteção tanto contra gravidez quanto contra ISTs. A associação com métodos comportamentais também pode ser discutida.
Ambos são métodos de barreira, mas o condom oferece proteção significativamente superior contra a maioria das ISTs. O diafragma tem eficácia contraceptiva similar no uso perfeito, mas exige mais disciplina do usuário e não protege eficazmente contra infecções virais como HIV ou HPV.
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