UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Os CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE de um método anticoncepcional são definidos pelo conjunto de características apresentadas pelo (a) candidato (a) ao uso de um determinado método, e que indicam se aquela pessoa pode ou não utilizá-lo. Para o Ministério da Saúde, os critérios não devem ser considerados norma estrita, mas sim recomendação, que pode ser adaptada às condições locais. De acordo com os critérios de elegibilidade dos contraceptivos da OMS (Organização Mundial da Saúde), o método contraceptivo mais indicado para uma paciente puérpera de 26 anos de idade, 2 meses após parto cesáreo, amamentação exclusiva, que deseja método contraceptivo é:
Puérpera amamentando → Implante de levonorgestrel (categoria 1 OMS) é seguro e eficaz.
Para puérperas em amamentação exclusiva, métodos contraceptivos hormonais combinados são contraindicados nos primeiros 6 meses devido ao risco de afetar a lactação e tromboembolismo. Métodos apenas com progestagênio, como o implante de levonorgestrel-etonorgestrel, são de Categoria 1 da OMS, sendo seguros e altamente eficazes.
A escolha do método contraceptivo no puerpério, especialmente em mulheres que amamentam, exige considerações especiais para garantir a segurança da mãe, do bebê e a eficácia da contracepção. Os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS) são uma ferramenta fundamental para guiar essa decisão, classificando os métodos em categorias de 1 a 4, onde 1 significa que o método pode ser usado sem restrições e 4 que é contraindicado. Para puérperas com amamentação exclusiva, os métodos hormonais combinados (contendo estrogênio) são geralmente contraindicados nos primeiros seis meses pós-parto (Categoria 3 ou 4 da OMS), devido ao risco aumentado de tromboembolismo e ao potencial de supressão da lactação. Métodos que contêm apenas progestagênio, como o implante subdérmico de levonorgestrel-etonorgestrel, as pílulas de progestagênio isolado (minipílula) e os injetáveis trimestrais (acetato de medroxiprogesterona), são considerados seguros (Categoria 1 ou 2 da OMS) e altamente eficazes. O implante de levonorgestrel-etonorgestrel é uma excelente opção para essa população, oferecendo contracepção de longa duração, reversível e com alta eficácia, sem interferir na amamentação. Outras opções seguras incluem o DIU de cobre (que pode ser inserido a partir de 4 semanas pós-parto) e o DIU hormonal (levonorgestrel), também considerados de Categoria 1 ou 2. É crucial individualizar a escolha, considerando as preferências da paciente e as condições clínicas.
Contraceptivos hormonais combinados (com estrogênio) são contraindicados devido ao risco de tromboembolismo e potencial impacto negativo na produção e qualidade do leite materno.
O implante de levonorgestrel é um método de progestagênio isolado, de longa duração, altamente eficaz e classificado como Categoria 1 pela OMS para mulheres amamentando, pois não afeta a lactação nem aumenta o risco de trombose.
O DIU de cobre pode ser inserido imediatamente pós-parto (até 10 minutos após a dequitação) ou após 4 semanas. A inserção entre 48 horas e 4 semanas pós-parto é geralmente evitada devido ao maior risco de expulsão.
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