UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2022
A escolha adequada do método contraceptivo deve considerar diversos fatores tais como patologias femininas associadas e fase do ciclo reprodutivo. Assinale a alternativa INCORRETA.
Contraceptivos progestágeno são seguros no aleitamento, mas não são a *única* escolha; DIU de cobre também é opção.
Embora os contraceptivos de progestágeno isolado sejam seguros e frequentemente recomendados durante o aleitamento materno por não interferirem na lactação, a afirmação de que são 'o método de escolha' pode ser considerada imprecisa se interpretada como a *única* ou *melhor* opção, já que métodos não hormonais como o DIU de cobre também são excelentes alternativas.
A escolha do método contraceptivo é um pilar fundamental da saúde reprodutiva, exigindo uma avaliação individualizada que considere o histórico de saúde da paciente, fase do ciclo reprodutivo e preferências pessoais. Para pacientes em aleitamento materno, a prioridade é garantir a segurança da mãe e do bebê, evitando métodos que possam comprometer a lactação. Os contraceptivos de progestágeno isolado são amplamente recomendados por não conterem estrogênio, que pode reduzir a produção de leite. Os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos da OMS (MEC) são uma ferramenta essencial para guiar essa escolha, classificando os métodos de 1 a 4 de acordo com o risco em diferentes condições de saúde. É crucial que o profissional de saúde esteja ciente das contraindicações absolutas (Categoria 4) e relativas (Categoria 3) para métodos hormonais combinados, especialmente em pacientes com patologias como hipertensão não controlada, histórico de trombose ou enxaqueca com aura, onde os riscos cardiovasculares superam os benefícios. Além dos métodos hormonais, é vital orientar sobre a importância da proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Mesmo com o uso de métodos contraceptivos eficazes como o DIU, a camisinha permanece indispensável para a prevenção de ISTs. A contracepção de emergência, como a pílula de levonorgestrel, deve ser vista como uma medida de exceção, com sua eficácia máxima nas primeiras 72 horas após o coito desprotegido, e seu mecanismo principal é a inibição ou atraso da ovulação.
Métodos de progestágeno isolado (pílulas, injetáveis, implantes) e métodos não hormonais como o DIU de cobre são considerados seguros e eficazes durante o aleitamento materno, pois não afetam a produção ou qualidade do leite.
Contraceptivos hormonais combinados (estrogênio e progesterona) são contraindicados em condições como hipertensão não controlada, histórico de trombose ou enxaqueca com aura devido ao risco aumentado de eventos cardiovasculares e tromboembólicos associados ao estrogênio.
Não, embora seja uma excelente opção, não é o único método de escolha. O DIU de cobre é outra alternativa altamente eficaz e segura para mulheres em aleitamento, oferecendo contracepção de longo prazo sem hormônios.
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