Contracepção em Adolescentes: Guia OMS para Residentes

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 16 anos procura consulta médica para indicação de contracepção. Deseja contracepção altamente eficaz. Não apresenta doenças nem usa medicamentos. De acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) DIU com Levonorgestrel somente poderia ser utilizado após os 18 anos, impedindo a indicação para essa paciente.
  2. B) DIU com cobre pode aumentar o fluxo menstrual e a dismenorreia, o que torna o método categoria 3 dentre os critérios de elegibilidade médica para essa paciente.
  3. C) Injetável trimestral está recomendado somente para pacientes que já tiveram filhos devido ao risco de osteoporose, sendo, para essa paciente, contraindicado.
  4. D) Pílula combinada teria contraindicação relativa e o implante contraindicação absoluta para essa paciente.
  5. E) DIU de cobre, acetato de medroxiprogesterona trimestral ou implante poderiam ser indicados, mesmo nessa idade.

Pérola Clínica

Adolescentes sem comorbidades podem usar DIU (cobre/LNG), implante ou injetável trimestral com alta eficácia, conforme OMS.

Resumo-Chave

A OMS classifica a maioria dos métodos contraceptivos de longa ação (DIU, implante) e injetáveis como categoria 1 ou 2 para adolescentes, mesmo nulíparas, desde que não haja contraindicações específicas. A idade por si só não é uma barreira para esses métodos.

Contexto Educacional

A contracepção em adolescentes é um tema crucial na saúde da mulher, visando prevenir gestações não planejadas e promover a saúde sexual e reprodutiva. A escolha do método deve considerar a eficácia, segurança, aceitabilidade e os critérios de elegibilidade médica da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os critérios da OMS classificam os métodos contraceptivos em categorias de 1 a 4, indicando a adequação para diferentes condições clínicas. Para adolescentes saudáveis, a maioria dos métodos, incluindo os de longa ação reversíveis (LARC) como DIU de cobre, DIU de levonorgestrel e implante, são considerados categoria 1 ou 2, ou seja, podem ser usados sem restrições ou com vantagens superando os riscos. É fundamental desmistificar a ideia de que DIU ou injetáveis trimestrais são contraindicados para adolescentes ou nulíparas. Esses métodos são seguros, altamente eficazes e oferecem benefícios significativos, como a não dependência da adesão diária, o que é particularmente relevante para essa faixa etária. O aconselhamento deve ser centrado na paciente, respeitando suas preferências e necessidades.

Perguntas Frequentes

Quais métodos contraceptivos são considerados de alta eficácia para adolescentes?

Métodos de alta eficácia para adolescentes incluem os LARC (DIU de cobre, DIU de levonorgestrel e implante contraceptivo), além do injetável trimestral, que são seguros e bem tolerados e não dependem da adesão diária.

A idade é um fator limitante para o uso de DIU ou implante em adolescentes?

Não, a idade por si só não é uma contraindicação para o uso de DIU ou implante em adolescentes, mesmo em nulíparas, conforme os critérios de elegibilidade médica da OMS, que os classificam como categoria 1 ou 2.

Quais são os principais benefícios dos métodos contraceptivos de longa ação (LARC) para adolescentes?

Os LARC oferecem alta eficácia, conveniência e não dependem da adesão diária, resultando em menores taxas de falha e maior satisfação. Eles são uma excelente opção para prevenir gestações não planejadas nessa faixa etária.

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