USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Você é pediatra de uma Unidade de Saúde da Família e atende, como eventual, a paciente ICCS, feminina, 14 anos, sem acompanhante. A adolescente já é sua paciente, mas costuma faltar às consultas agendadas.Ela conta que há 15 dias começou a ter relações sexuais com seu namorado de 15 anos e que ele tem usado preservativo. A paciente é esquecida; refere que o ciclo menstrual é irregular, mas sabe informar que menstruou há 2 dias.Ela veio pedir orientações e que você prescreva um método anticoncepcional disponível no SUS, pois não tem condições de comprar medicamentos.Na anamnese não há histórico de doenças cardiovasculares e/ou uso de medicações; ao exame físico não há alterações.Você orienta a adolescente, explica sobre os métodos contraceptivos hormonais e não hormonais, e esclarece questões sobre a eficácia dos mesmos.Considerando que o ginecologista da unidade está de férias, qual é método contraceptivo seria oMAIS indicado, nesse momento, para ICCS?
Para adolescentes com ciclo irregular e risco de esquecimento, o injetável trimestral + preservativo é uma opção eficaz e acessível no SUS.
Considerando a irregularidade menstrual, o esquecimento e a necessidade de um método disponível no SUS, o anticoncepcional injetável trimestral oferece alta eficácia e menor dependência da adesão diária. A associação com preservativo é crucial para a dupla proteção (gravidez e ISTs), especialmente em uma adolescente com vida sexual recente.
A contracepção em adolescentes exige uma abordagem cuidadosa e individualizada, considerando fatores como adesão ao método, irregularidade menstrual, risco de ISTs e acesso aos recursos. Para a paciente ICCS, que é esquecida, tem ciclo irregular e busca um método disponível no SUS, a escolha deve priorizar eficácia e facilidade de uso, além da proteção contra ISTs. O anticoncepcional injetável trimestral (medroxiprogesterona) é uma excelente opção. Sua administração a cada três meses minimiza o problema do esquecimento diário das pílulas, oferecendo alta eficácia contraceptiva. Além disso, é um método amplamente disponível na rede pública de saúde. A irregularidade menstrual, comum em adolescentes, pode ser manejada com este método, embora algumas usuárias possam experimentar sangramentos irregulares ou amenorreia, o que deve ser explicado. É fundamental reforçar a importância da dupla proteção, ou seja, o uso combinado do método hormonal com o preservativo. O preservativo é o único método que previne as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), um risco significativo para adolescentes sexualmente ativas. O aconselhamento deve abordar não apenas a escolha do método, mas também a educação sexual abrangente, a importância do uso consistente do preservativo e a prevenção de ISTs, garantindo que a adolescente tome decisões informadas e seguras sobre sua saúde sexual e reprodutiva.
O injetável trimestral oferece alta eficácia contraceptiva, menor frequência de administração (a cada 3 meses), o que é vantajoso para adolescentes com dificuldade de adesão diária, e é uma opção disponível no SUS. Além disso, pode melhorar a dismenorreia e reduzir o fluxo menstrual.
A dupla proteção é crucial porque, além de prevenir a gravidez com alta eficácia, o preservativo é o único método que oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Adolescentes são um grupo de risco elevado para ISTs devido a múltiplos parceiros e menor percepção de risco.
No SUS, os métodos contraceptivos de longa ação (LARC) incluem o DIU de cobre e, em algumas unidades, o DIU liberador de levonorgestrel e o implante de etonogestrel. Esses métodos são altamente eficazes, seguros e não dependem da adesão diária, sendo excelentes opções para adolescentes.
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