HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Menina, de 15 anos de idade, comparece a consulta na Unidade Básica de Saúde acompanhada pela mãe. A paciente gostaria de conversar sozinha com o pediatra, sendo sua solicitação atendida pela mãe, que a aguardará fora da sala. A adolescente revela já ter iniciado sua vida sexual, mas relata não ter informações sobre como evitar gravidez ou infecções sexualmente transmissíveis, solicitando orientações. Considerando esse cenário, qual é a alternativa correta?
Adolescente solicita contracepção → não adiar início, prescrever método adequado.
A necessidade de contracepção em adolescentes deve ser prontamente atendida para evitar gravidez indesejada e promover a saúde sexual. A postergação da prescrição pode levar a riscos aumentados, sendo crucial o aconselhamento e a escolha do método mais adequado em conjunto com a paciente.
A contracepção na adolescência é um tema crucial na saúde pública, visando a prevenção de gravidez indesejada e de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A adolescência é um período de descobertas e experimentação, e a falta de informação ou acesso a métodos contraceptivos eficazes pode levar a desfechos negativos para a saúde reprodutiva e social dos jovens. É fundamental que os profissionais de saúde estejam preparados para oferecer um acolhimento adequado e informações claras. A abordagem deve ser centrada no adolescente, respeitando sua autonomia e confidencialidade. Ao identificar que a adolescente já iniciou a vida sexual e busca orientação sobre contracepção, o profissional deve avaliar suas necessidades, histórico de saúde e preferências. Não há contraindicações absolutas para a maioria dos métodos contraceptivos em adolescentes saudáveis, e a escolha deve ser feita em conjunto, considerando a eficácia, segurança, facilidade de uso e adesão. A prescrição de um método contraceptivo deve ser imediata, se a adolescente assim desejar, sem postergação. Métodos de longa duração reversíveis (LARC), como DIUs e implantes, são altamente eficazes e seguros para adolescentes, com altas taxas de continuidade. Além da contracepção, é imperativo reforçar a importância do uso de preservativos para a prevenção de ISTs, pois nenhum método contraceptivo hormonal protege contra elas. O aconselhamento deve ser contínuo, abordando também aspectos psicossociais e de saúde sexual integral.
A maioria dos métodos contraceptivos é segura para adolescentes, incluindo pílulas combinadas, progestagênios isolados, injetáveis, implantes e DIUs (cobre e hormonal). A escolha deve ser individualizada, considerando a saúde da paciente e sua adesão.
No Brasil, adolescentes têm autonomia para buscar e receber aconselhamento e métodos contraceptivos sem a necessidade de consentimento dos pais, especialmente quando já iniciaram a vida sexual. O sigilo médico deve ser respeitado.
Adiar o início da contracepção em adolescentes que já iniciaram a vida sexual aumenta significativamente o risco de gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis. A prontidão na oferta e prescrição é crucial para a saúde reprodutiva.
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