HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022
Você está atendendo uma paciente do sexo feminino de 16 anos de idade, que comparece em consulta ambulatorial. A paciente relata que gostaria de iniciar o uso de método contraceptivo.A paciente pergunta quanto tempo vai demorar para ela se adaptar ao contraceptivo. Oriente-a sobre qual é o tempo de adaptação médio de qualquer método contraceptivo:
O período médio de adaptação para qualquer método contraceptivo é de até 6 meses.
A orientação sobre o período de adaptação (6 meses) é crucial para a adesão, pois a maioria dos efeitos colaterais menores tende a cessar após esse intervalo.
A escolha do método contraceptivo na adolescência deve priorizar a eficácia e a facilidade de uso, frequentemente favorecendo os LARC (Long-Acting Reversible Contraceptives). No entanto, independentemente do método escolhido (pílula, injetável, implante ou DIU), a educação sobre o período de adaptação de 6 meses é o fator que mais previne a descontinuação precoce por efeitos colaterais não graves. O médico deve estabelecer uma relação de confiança, garantindo o sigilo e a autonomia da paciente.
Durante os primeiros meses de uso de contraceptivos hormonais, o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e o endométrio passam por um processo de estabilização sob a nova carga hormonal exógena. Sintomas como náuseas, mastalgia, cefaleia leve e, principalmente, o sangramento de escape (spotting) são comuns e fisiológicos nesse período, tendendo a desaparecer após o primeiro semestre de uso contínuo ou cíclico.
A conduta inicial deve ser a orientação e o reforço da adesão. Deve-se explicar à paciente que o spotting não indica falta de eficácia contraceptiva, desde que o método seja usado corretamente. Se o sangramento for persistente ou inaceitável para a paciente após os 6 meses, pode-se considerar a troca da dosagem de estrogênio ou do tipo de progestagênio.
Além do tempo de adaptação, é fundamental orientar sobre a dupla proteção (uso de preservativo para prevenção de ISTs), a importância da regularidade na tomada (especialmente em pílulas de baixa dose) e o que fazer em caso de esquecimento. A escolha do método deve ser individualizada, considerando os critérios de elegibilidade da OMS.
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