MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um atleta de 25 anos, sem comorbidades conhecidas, é submetido a um ecocardiograma de rotina para avaliação pré-competitiva. Durante o exame, o médico observa atentamente o momento exato em que as valvas atrioventriculares acabaram de se fechar devido ao aumento da pressão intraventricular, mas a pressão ainda não é suficiente para superar a resistência da artéria aorta e da artéria pulmonar. Nesse curto intervalo de tempo, o volume de sangue dentro dos ventrículos permanece constante enquanto a pressão miocárdica sobe de forma abrupta. Qual fase do ciclo cardíaco descreve corretamente este fenômeno fisiológico observado?
A primeira bulha cardíaca (B1) marca o início clínico da sístole e coincide com o fechamento das valvas atrioventriculares, ocorrendo exatamente no início da fase de contração isovolumétrica.
O ciclo cardíaco é dividido em sístole e diástole, sendo a contração isovolumétrica o primeiro estágio da sístole ventricular. Durante este curto intervalo, o ventrículo está repleto de sangue (volume diastólico final) e começa a se contrair, elevando a pressão interna de forma abrupta até que esta exceda a pressão nas grandes artérias. Fisiologicamente, o fechamento das valvas atrioventriculares impede o refluxo para os átrios, gerando o som da B1. Como as valvas semilunares (aórtica e pulmonar) ainda estão fechadas devido à pressão arterial residual, o sangue não tem para onde fluir, mantendo o volume constante enquanto a tensão na parede miocárdica aumenta. Compreender esta fase é essencial para interpretar exames de imagem como o ecocardiograma e entender patologias que afetam a contratilidade ou a pós-carga. O fim desta fase é marcado pela abertura das valvas semilunares, iniciando a fase de ejeção ventricular.
O fim ocorre no momento em que a pressão dentro do ventrículo supera a pressão na aorta (ou artéria pulmonar), forçando a abertura das valvas semilunares.
Tanto na contração quanto no relaxamento isovolumétrico, todas as quatro valvas cardíacas (mitral, tricúspide, aórtica e pulmonar) estão fechadas.
A contração isovolumétrica ocorre logo após o complexo QRS, que representa a despolarização ventricular e inicia o evento mecânico da sístole.
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