SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Em um surto de sarampo, a prioridade para a contenção da transmissão em uma área afetada é
Surto de sarampo: prioridade é ampliar vacinação para 6-12 meses na área afetada.
Em um surto de sarampo, a estratégia mais eficaz para conter a transmissão é a vacinação em massa, especialmente em faixas etárias mais vulneráveis e que ainda não completaram o esquema vacinal padrão. Ampliar a vacinação para crianças de 6 a 12 meses, que normalmente receberiam a primeira dose aos 12 meses, cria uma barreira imunológica mais rápida e abrangente.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Apesar da existência de uma vacina eficaz, surtos ainda ocorrem em regiões com baixas coberturas vacinais, representando um sério desafio de saúde pública. A doença é transmitida por via aérea, e sua alta transmissibilidade exige respostas rápidas e coordenadas para a contenção de surtos, especialmente em populações suscetíveis. A fisiopatologia do sarampo envolve a replicação viral no trato respiratório e linfonodos, seguida de viremia e disseminação para diversos órgãos, incluindo a pele, onde causa o exantema característico. As complicações podem ser graves, como pneumonia, encefalite e otite média, com maior risco em crianças pequenas e imunocomprometidos. A imunidade conferida pela vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é duradoura e altamente protetora. Em um surto de sarampo, a prioridade é a interrupção da transmissão. Isso é alcançado principalmente pela vacinação de bloqueio, que envolve a ampliação da vacinação para faixas etárias vulneráveis, como crianças de 6 a 11 meses (que recebem uma 'dose zero' e devem ser revacinadas aos 12 meses), e a vacinação de contatos próximos e indivíduos suscetíveis na área afetada. O monitoramento ativo de casos e contatos, juntamente com o isolamento dos pacientes sintomáticos, complementa as estratégias de contenção. Para residentes, compreender a importância da vacinação e a agilidade nas ações de saúde pública em surtos é fundamental.
A principal medida para conter um surto de sarampo é a vacinação de bloqueio, que consiste em ampliar a vacinação para as faixas etárias mais vulneráveis, como crianças de 6 a 12 meses, e para contatos próximos dos casos, visando interromper a cadeia de transmissão.
Em situações de surto, a vacinação de crianças entre 6 e 11 meses de idade é recomendada como dose zero, pois essa faixa etária é particularmente suscetível e a vacina confere proteção rápida, embora uma segunda dose (aos 12 meses) ainda seja necessária para completar o esquema.
O sarampo se manifesta com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular que surge na face e se espalha para o corpo. As manchas de Koplik na mucosa oral são patognomônicas.
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