Consultório na Rua: Acesso e Atenção à População de Rua

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2015

Enunciado

O Ministério da Saúde publicou a Portaria N° 122, de 25 de janeiro de 2012 que trata de Consultórios na Rua, sendo correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O Consultório na Rua é uma proposta que procura ampliar o acesso da população de rua e ofertar, de maneira mais oportuna, atenção integral à saúde, por meio das equipes e serviços da atenção básica.
  2. B) As Equipes de Consultórios na Rua (ECR) devem realizar as atividades com a constituição de um módulo fixo para referência em praças, ruas ou avenidas ou utilizar as instalações das Unidades Básicas de Saúde (USB) do município paraonde a população de rua deverá se dirigir para o atendimento. 
  3. C) As equipes poderão ser compostas pelos seguintes profissionais de saúde: enfermeiro; psicólogo; assistente social; terapeuta ocupacional; médico psiquiatra; agente social; técnico ou auxiliar de enfermagem; técnico em saúde bucal efarmacêutico.
  4. D) As Equipes de Consultórios na Rua (ECR) devem cumprir carga horária mínima semanal de 40 horas.
  5. E) Todas as acima estão corretas.

Pérola Clínica

Consultório na Rua amplia acesso e oferta atenção integral à saúde da população de rua via atenção básica.

Resumo-Chave

A Portaria N° 122/2012 instituiu o Consultório na Rua como uma estratégia para garantir o acesso e a integralidade da atenção à saúde para a população em situação de rua. Essa iniciativa visa levar os serviços de saúde até onde essa população se encontra, superando barreiras de acesso e promovendo o cuidado contínuo.

Contexto Educacional

A Portaria N° 122, de 25 de janeiro de 2012, representa um marco importante na política de saúde brasileira, ao instituir as equipes de Consultório na Rua como parte da Atenção Básica. Essa iniciativa reconhece a vulnerabilidade e as barreiras de acesso à saúde enfrentadas pela população em situação de rua, buscando garantir o direito à saúde de forma equitativa e integral. O Consultório na Rua é uma estratégia inovadora que visa levar o cuidado em saúde diretamente aos locais onde essa população vive, trabalha e transita, superando obstáculos como a falta de documentos, estigma social e dificuldade de locomoção. As equipes são multiprofissionais e atuam de forma flexível, adaptando suas ações às necessidades específicas de cada indivíduo e grupo, promovendo acolhimento, vínculo e continuidade do cuidado. Para residentes, compreender a lógica e o funcionamento do Consultório na Rua é fundamental para uma prática médica mais humanizada e contextualizada, especialmente em um país com grandes desigualdades sociais. A atuação dessas equipes reforça os princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade, demonstrando a capacidade do sistema de se adaptar para atender às populações mais marginalizadas.

Perguntas Frequentes

Qual o principal objetivo do Consultório na Rua?

O principal objetivo é ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde e ofertar, de maneira mais oportuna e integral, a atenção à saúde por meio das equipes e serviços da atenção básica, indo ao encontro dessa população.

Como as Equipes de Consultório na Rua (ECR) devem atuar?

As ECRs devem atuar de forma itinerante e flexível, adaptando-se às necessidades e locais de permanência da população de rua, sem a necessidade de um módulo fixo ou de que a população se desloque para unidades de saúde.

Quais profissionais podem compor as Equipes de Consultório na Rua?

As equipes são multiprofissionais e podem incluir enfermeiro, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, médico (clínico, psiquiatra), agente social, técnico/auxiliar de enfermagem, técnico em saúde bucal e farmacêutico, entre outros.

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