SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
J.F., 39 anos, procedente de Santos, veio para Rio Preto há seis meses em busca de uma oportunidade de emprego que não se concretizou; desde então é morador de rua, faz uso de múltiplas drogas (álcool, maconha e crack) e não possui vínculos familiares na cidade de origem. A equipe do consultório na rua (eCR) começou a fazer vínculo com o paciente, querelatou que tentou por duas vezes ir até uma UBS pra fazer sorologia de HIV e em ambas situações foi maltratado logo na recepção, em virtude de sua aparência pessoal (malvestido, sujo e com mau cheiro) por estar em situação de rua e, nas duas ocasiões, acabou indo embora sem atendimento.Na última abordagem da eCR, J.F. estava com hematoma no rosto e alguns ferimentos nos braços e tórax, após uma briga entre usuários por disputa de drogas; ele contou que no dia da briga, procurou a UPA para ver se não tinha fraturado nada, no entanto, deixaram-no quatro horas esperando pelo atendimento e quando o médico o olhou, fez pouco caso de sua situação e passou somente uma injeção, sem solicitar realização de curativo nos ferimentos nem um exame de imagem para avaliação de possível trauma.Após este fato, a eCR procurou a UBS para discutir o caso de J.F. e sensibilizar a equipe de saúde da família (ESF) sobre a problemática do bairro devido ao aumento de pessoas em situação de rua, com o objetivo de que a ESF acolha os moradores de rua em suas necessidades.A gerente da UBS então propôs a realização de educação permanente com toda equipe sobre o tema e também levou a discussão para a reunião do Conselho de Saúde, objetivando propor ações intra e intersetoriais para enfrentamento dessa situação no bairro.Considerando a estratégia do consultório na rua, assinale a alternativa correta.
eCR → ampliar acesso e atenção integral à saúde para população em situação de rua, conforme PNAB.
A estratégia do Consultório na Rua é fundamental para garantir o direito à saúde de pessoas em extrema vulnerabilidade, superando barreiras de acesso e preconceito, e promovendo a integralidade do cuidado no SUS.
A estratégia do Consultório na Rua (eCR) representa um avanço crucial na atenção à saúde no Brasil, visando atender uma das populações mais vulneráveis: as pessoas em situação de rua. Essa população enfrenta múltiplas barreiras de acesso aos serviços de saúde, incluindo preconceito, falta de documentos, higiene precária e ausência de vínculos, resultando em exclusão e agravamento de condições de saúde. A eCR busca reverter esse quadro, promovendo a equidade e o direito à saúde. Inserida na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), a eCR atua de forma itinerante e flexível, levando o cuidado onde a pessoa está. Sua abordagem é pautada na integralidade, humanização e intersetorialidade, reconhecendo que as necessidades de saúde dessa população vão além do aspecto biomédico, englobando questões sociais, psicológicas e econômicas. A equipe multiprofissional da eCR trabalha para estabelecer vínculo, realizar acolhimento e oferecer atenção primária, além de facilitar o acesso a outros níveis de complexidade do SUS. Para residentes, compreender a eCR é fundamental para desenvolver uma prática médica mais inclusiva e sensível às iniquidades em saúde. A educação permanente das equipes de saúde sobre as especificidades da população em situação de rua é essencial para desconstruir estigmas e garantir um atendimento digno e eficaz, integrando ações de saúde com outras políticas sociais para um cuidado verdadeiramente integral.
O Consultório na Rua (eCR) tem como objetivo ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde, ofertando atenção integral e humanizada, e promovendo a equidade no SUS.
A eCR está incluída na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e atua de forma complementar e articulada com as Unidades Básicas de Saúde (UBS), sendo um ponto de cuidado para essa população vulnerável.
Os desafios incluem o preconceito, a falta de vínculos, a dificuldade de adesão a tratamentos, a alta prevalência de comorbidades e a necessidade de abordagens intersetoriais para além da saúde.
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