UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2019
Paciente, em consulta no serviço médico da empresa, refere que, nos últimos 4 meses, vem apresentando cefaleia, dor abdominal difusa e persistente, parestesias de extremidades, diminuição da libido e disfunção erétil. A hipótese diagnóstica feita pelo médico do trabalho da empresa foi de saturnismo. Muito provavelmente, essa empresa é uma fabricante de:
Saturnismo → cefaleia, dor abdominal, parestesias, disfunção erétil. Comum em fabricantes de baterias.
O saturnismo (intoxicação por chumbo) apresenta sintomas neurológicos (cefaleia, parestesias), gastrointestinais (dor abdominal tipo cólica) e reprodutivos (diminuição da libido, disfunção erétil). A fabricação de acumuladores elétricos (baterias) é uma das principais fontes de exposição ocupacional ao chumbo.
O saturnismo, ou intoxicação por chumbo, é uma condição de saúde pública e ocupacional relevante, especialmente em países em desenvolvimento. A exposição crônica ao chumbo pode levar a uma ampla gama de sintomas inespecíficos, tornando o diagnóstico um desafio. Os sistemas mais afetados incluem o nervoso (central e periférico), gastrointestinal, hematológico, renal e reprodutivo. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com história ocupacional ou ambiental de risco. A fisiopatologia envolve a interferência do chumbo em diversas vias enzimáticas e metabólicas, como a síntese do heme, resultando em anemia, e a função neuronal, causando neuropatias. A absorção pode ocorrer por via inalatória, digestiva ou cutânea. A identificação da fonte de exposição é crucial para o manejo e prevenção. O tratamento do saturnismo envolve a remoção da fonte de exposição e, em casos de níveis elevados de chumbo no sangue ou sintomas graves, a terapia quelante. A educação sobre os riscos e medidas de proteção individual e coletiva são pilares da medicina do trabalho para prevenir essa condição. Residentes devem estar atentos a quadros clínicos arrastados e inespecíficos em trabalhadores de indústrias de risco.
Os sintomas incluem cefaleia, fadiga, irritabilidade, dor abdominal tipo cólica, constipação, parestesias, neuropatia periférica (pé caído, punho caído), anemia, hipertensão, nefrotoxicidade e disfunção reprodutiva (diminuição da libido, disfunção erétil).
As principais fontes incluem a fabricação de acumuladores elétricos (baterias), reciclagem de baterias, fundição de chumbo, produção de tintas e pigmentos, soldagem, indústria de cerâmica e vidro, e demolição de estruturas antigas com tintas à base de chumbo.
O diagnóstico é baseado na história clínica de exposição, sintomas compatíveis e exames laboratoriais, como a dosagem de chumbo no sangue (chumbemia) e a dosagem de protoporfirina eritrocitária livre (ZPP).
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