Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2020
Em consulta de rotina, ao exame ginecológico, verifica-se colo uterino hiperemiado, sangrante ao toque e com muco cervical turvo. A vagina se apresenta com aspecto normal, corrimento amarelo-acinzentado, bolhoso e fétido e com o pH =5. Diante deste quadro, o tratamento adequado é a associação de:
Cervicite (hiperemia, sangramento) + vaginite (corrimento bolhoso, fétido, pH > 4.5) → tratar gonorreia, clamídia e tricomoníase.
Diante de um quadro de cervicite e vaginite mista, com sinais sugestivos de gonorreia/clamídia e tricomoníase, o tratamento empírico deve cobrir todos esses agentes, sendo a combinação de ceftriaxona, azitromicina e metronidazol a mais adequada.
A cervicite e a vaginite são condições ginecológicas comuns, frequentemente associadas a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A cervicite é a inflamação do colo uterino, enquanto a vaginite é a inflamação da vagina. Ambas podem apresentar sintomas semelhantes, mas requerem abordagens diagnósticas e terapêuticas específicas. O quadro descrito na questão sugere uma infecção mista. O colo uterino hiperemiado e sangrante ao toque com muco turvo é altamente sugestivo de cervicite por Neisseria gonorrhoeae e/ou Chlamydia trachomatis. O corrimento amarelo-acinzentado, bolhoso, fétido e com pH vaginal de 5 é clássico da tricomoníase (Trichomonas vaginalis). O tratamento empírico deve cobrir todos os agentes prováveis. Para gonorreia, ceftriaxona intramuscular. Para clamídia, azitromicina oral. Para tricomoníase, metronidazol oral. Essa combinação (metronidazol, ceftriaxona e azitromicina) é a mais adequada para tratar a infecção mista apresentada, prevenindo complicações e a transmissão.
Os agentes mais comuns da cervicite são Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que podem causar inflamação do colo uterino.
O pH vaginal normal é < 4.5. Um pH > 4.5 sugere vaginose bacteriana ou tricomoníase, enquanto um pH normal é mais comum na candidíase.
O tratamento empírico da cervicite é crucial para prevenir complicações graves como a doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade e gravidez ectópica, especialmente em pacientes com alto risco de DSTs.
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