Consulta do Adolescente: Confidencialidade e Presença dos Pais

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020

Enunciado

Com relação à consulta do adolescente, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) O adolescente não pode ser atendido sozinho, sem o comparecimento dos pais no serviço de atendimento.
  2. B) A confidencialidade na consulta do adolescente jamais pode ser quebrada.
  3. C) Mesmo quando o adolescente não queira, deve-se em algum momento da consulta forçar a saída dos pais para que ele possa ter seu momento junto ao médico.
  4. D) Em adolescentes mais velhos, a presença dos pais no serviço de atendimento também é recomendável.

Pérola Clínica

Consulta adolescente: Pais recomendáveis em mais velhos; confidencialidade pode ser quebrada em risco de vida.

Resumo-Chave

A consulta do adolescente deve equilibrar a autonomia crescente do jovem com a responsabilidade parental. É recomendável que os pais estejam presentes no serviço de atendimento, especialmente para adolescentes mais velhos, para apoio e informações, mas o adolescente deve ter um momento a sós com o médico para discutir questões confidenciais, respeitando sua privacidade e promovendo a confiança.

Contexto Educacional

A consulta do adolescente é um momento delicado e fundamental para a promoção da saúde e prevenção de doenças nessa faixa etária. A abordagem deve ser centrada no adolescente, respeitando sua autonomia crescente e sua necessidade de privacidade, ao mesmo tempo em que se reconhece o papel dos pais ou responsáveis. O desenvolvimento psicossocial do adolescente implica em uma busca por identidade e independência, o que se reflete na sua relação com os profissionais de saúde. É essencial que o médico crie um ambiente acolhedor e seguro, onde o jovem se sinta à vontade para expressar suas preocupações e dúvidas.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da confidencialidade na consulta do adolescente?

A confidencialidade é crucial para estabelecer uma relação de confiança entre o adolescente e o médico, incentivando o jovem a compartilhar informações sensíveis sobre sua saúde, sexualidade, uso de substâncias e questões psicossociais. Isso promove a adesão ao tratamento e a busca por ajuda quando necessário, sem medo de julgamento ou repreensão.

Em que situações a confidencialidade do adolescente pode ser quebrada?

A confidencialidade pode ser quebrada em situações de risco iminente à vida do adolescente ou de terceiros, como abuso físico ou sexual, ideação suicida grave, risco de automutilação ou outras situações que configurem grave ameaça à saúde. Nesses casos, o médico deve informar o adolescente sobre a necessidade de quebrar a confidencialidade e, se possível, envolvê-lo na decisão de buscar ajuda parental ou de outros profissionais.

É obrigatório que os pais estejam presentes na consulta do adolescente?

Não é obrigatório que os pais estejam presentes durante toda a consulta. É fundamental que o adolescente tenha um momento a sós com o médico para discutir questões privadas. No entanto, a presença dos pais no serviço de atendimento é recomendável, especialmente para adolescentes mais jovens ou em situações que exijam consentimento informado, para que possam fornecer informações importantes e apoiar o plano de cuidados.

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