UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
No que se refere à consulta clínica de adolescentes, assinale a alternativa não adequada a esse contexto.
Sigilo médico adolescente: essencial a partir dos 12 anos, com exceções para risco de vida ou notificação compulsória.
A consulta do adolescente exige sensibilidade e respeito à privacidade. O sigilo profissional é um pilar, mas não é absoluto, tendo exceções claras para proteção do próprio paciente ou de terceiros, e casos de notificação compulsória. A idade para iniciar a consulta a sós e garantir o sigilo é geralmente mais precoce que 16 anos, muitas vezes a partir dos 12 anos, dependendo da maturidade e legislação.
A consulta clínica de adolescentes é um momento delicado que exige uma abordagem específica, considerando as transformações físicas, psicológicas e sociais dessa fase. É fundamental que o profissional de saúde estabeleça um ambiente de confiança, onde o adolescente se sinta à vontade para expressar suas preocupações e dúvidas, reconhecendo a consulta como um espaço de cuidado e não de julgamento. Um dos pilares dessa consulta é o respeito à privacidade e ao sigilo profissional. Embora a entrevista a sós e a garantia de sigilo sejam cruciais para a construção dessa confiança, a idade de 16 anos mencionada na alternativa incorreta é um equívoco. Geralmente, a partir dos 12 anos, ou de acordo com a maturidade do adolescente e a legislação local, o sigilo deve ser garantido, com exceções claras para situações de risco iminente à vida (do próprio adolescente ou de terceiros) ou casos de notificação compulsória. Além da abordagem psicossocial, o exame físico é parte integrante da consulta, devendo ser realizado com sensibilidade, explicando os procedimentos e respeitando o pudor do jovem. A avaliação do desenvolvimento das características sexuais secundárias, utilizando a classificação de Tanner, é uma ferramenta importante para monitorar o crescimento e a puberdade, auxiliando na identificação de possíveis alterações.
O sigilo é crucial para estabelecer confiança, encorajar o adolescente a discutir temas sensíveis e promover a adesão ao tratamento, respeitando sua autonomia crescente.
O sigilo pode ser quebrado em situações de risco iminente à vida do adolescente ou de terceiros, e em casos de notificação compulsória, como abuso sexual ou doenças específicas.
O exame físico deve ser realizado com respeito ao pudor e privacidade, explicando cada etapa e obtendo consentimento, avaliando o desenvolvimento sexual pela escala de Tanner.
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