UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Constitui-se sinal de alarme durante a avaliação de criança com quadro clínico de dengue a seguinte constatação:
Dengue em criança: Queda abrupta de plaquetas (<100.000/mm³) = Sinal de alarme para dengue grave.
A queda abrupta das plaquetas, especialmente para valores abaixo de 100.000/mm³, é um dos principais sinais de alarme na dengue, indicando risco de progressão para as formas graves da doença, como a dengue com sinais de alarme ou dengue grave, e potencial para sangramentos.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. Em crianças, a doença pode ter um curso mais rápido e imprevisível, com maior risco de progressão para formas graves. O reconhecimento precoce dos sinais de alarme é crucial para a intervenção oportuna e a prevenção de desfechos fatais. A febre é um sintoma comum, mas a vigilância deve se concentrar em indicadores de gravidade. Entre os sinais de alarme definidos pelas diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde, a queda abrupta das plaquetas (trombocitopenia), especialmente para valores abaixo de 100.000/mm³, é um dos mais importantes. Este achado laboratorial, mesmo na ausência de sangramentos visíveis, indica um risco elevado de progressão para a dengue com sinais de alarme ou dengue grave, que pode evoluir para choque por extravasamento plasmático. Outros sinais incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia ou irritabilidade, e hepatomegalia. O manejo de crianças com dengue e sinais de alarme exige internação hospitalar para monitoramento contínuo do hematócrito, plaquetas, sinais vitais e balanço hídrico. A hidratação venosa é a base do tratamento, com reposição de fluidos de forma criteriosa para evitar tanto a hipovolemia quanto a sobrecarga hídrica. A identificação precoce e a conduta adequada são determinantes para o prognóstico.
Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e queda abrupta das plaquetas.
A trombocitopenia severa indica um risco aumentado de sangramentos e é um marcador de disfunção endotelial e coagulopatia, que pode preceder o choque e a dengue grave.
Ao identificar um sinal de alarme, a criança deve ser imediatamente hospitalizada para monitoramento rigoroso, hidratação venosa e manejo de possíveis complicações, conforme as diretrizes de dengue.
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