UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Constitui fator inibitório da síntese e secreção da prolactina:
Dopamina = principal inibidor da prolactina (PIF). TRH, Serotonina, Estrogênio, VIP → estimulam prolactina.
A dopamina, também conhecida como Fator Inibitório da Prolactina (PIF), é o principal neuro-hormônio hipotalâmico que inibe a síntese e secreção de prolactina pelas células lactotróficas da adeno-hipófise. Qualquer condição que diminua a ação da dopamina (ex: uso de antipsicóticos, lesões hipotalâmicas) pode levar à hiperprolactinemia.
A prolactina é um hormônio peptídico secretado pelas células lactotróficas da adeno-hipófise, cuja principal função fisiológica é a lactogênese. Sua regulação é única entre os hormônios hipofisários, pois está predominantemente sob controle inibitório tônico do hipotálamo, principalmente pela dopamina. A dopamina, também conhecida como Fator Inibitório da Prolactina (PIF), é liberada pelos neurônios túbero-infundibulares e age nos receptores D2 das células lactotróficas, suprimindo a síntese e liberação de prolactina. Diversos fatores podem modular a secreção de prolactina. Estimuladores incluem o hormônio liberador de tireotrofina (TRH), estrogênios (especialmente durante a gravidez), o peptídeo intestinal vasoativo (VIP) e a serotonina. O estresse, o sono, o exercício físico e a estimulação do mamilo (reflexo de sucção) também aumentam a liberação de prolactina. A hiperprolactinemia, níveis elevados de prolactina, pode ser causada por prolactinomas (tumores hipofisários), hipotireoidismo primário, insuficiência renal crônica, lesões hipotalâmicas ou pelo uso de medicamentos que bloqueiam os receptores de dopamina ou esgotam suas reservas. O reconhecimento dos fatores que regulam a prolactina é fundamental para o diagnóstico e tratamento de distúrbios como a hiperprolactinemia, que pode manifestar-se com galactorreia, amenorreia, infertilidade e disfunção sexual. O tratamento frequentemente envolve agonistas dopaminérgicos, como a cabergolina ou bromocriptina, que mimetizam a ação inibitória da dopamina.
A prolactina é um hormônio peptídico produzido pela adeno-hipófise, cujo principal papel é estimular a produção de leite nas glândulas mamárias (lactogênese) após o parto. Também desempenha funções na regulação da fertilidade e no sistema imunológico.
A dopamina, secretada pelos neurônios do hipotálamo, atua nos receptores D2 das células lactotróficas da adeno-hipófise. Essa ligação inibe a síntese e a liberação de prolactina, mantendo seus níveis baixos na ausência de estímulos fisiológicos como a gravidez e a amamentação.
Além da dopamina (inibidor), o TRH, estrogênio, VIP e serotonina são estimuladores da prolactina. Condições como gravidez, amamentação, estresse, hipotireoidismo primário e o uso de certos medicamentos (ex: antipsicóticos, antidepressivos) podem aumentar os níveis de prolactina.
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