SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
A constipação intestinal é um sintoma frequente em crianças, sendo responsável por cerca de 3% das consultas nos ambulatórios da pediatria. Sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.
Constipação crônica primária orgânica = Alterações estruturais/doenças subjacentes do TGI.
A maioria dos casos de constipação em crianças é funcional (primária), sem causa orgânica subjacente. A constipação orgânica, embora menos comum, é definida pela presença de alterações estruturais, neurológicas ou metabólicas que justificam o sintoma, como doença de Hirschsprung ou malformações anorretais.
A constipação intestinal é um problema comum na pediatria, afetando uma parcela significativa das crianças e sendo uma das principais causas de consulta. É fundamental para o residente diferenciar a constipação funcional da orgânica, pois a abordagem diagnóstica e terapêutica é distinta. A grande maioria dos casos (cerca de 90-95%) é de origem funcional, ou seja, sem uma causa estrutural, metabólica ou neurológica subjacente. A constipação crônica primária orgânica, por outro lado, é definida pela presença de uma condição médica identificável que causa a dificuldade de evacuação. Exemplos incluem a doença de Hirschsprung (aganglionose congênita), malformações anorretais, hipotireoidismo, fibrose cística, doenças neurológicas ou efeitos adversos de medicamentos. A suspeita de constipação orgânica é levantada por "sinais de alarme" como início precoce (primeiros meses de vida), ausência de eliminação de mecônio em 48 horas, distensão abdominal grave, vômitos, perda de peso e ausência de incontinência fecal. O manejo da constipação funcional envolve orientações dietéticas, aumento da ingestão de líquidos e fibras, desimpactação fecal se necessário, e uso de laxantes osmóticos ou estimulantes. Já a constipação orgânica requer tratamento da causa subjacente, que pode incluir intervenção cirúrgica (como na doença de Hirschsprung) ou tratamento medicamentoso específico. O conhecimento aprofundado dessas distinções é crucial para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz.
Sinais de alerta incluem início nos primeiros meses de vida, ausência de eliminação de mecônio nas primeiras 48h, distensão abdominal grave, vômitos biliares, perda de peso, sangramento retal sem fissura, e ausência de incontinência fecal.
A constipação funcional é diagnosticada quando não há causa orgânica identificável e a criança preenche os critérios de Roma IV, que incluem frequência de evacuações reduzida, dor ao evacuar, fezes grandes e retenção fecal.
Sim, a incontinência fecal retentiva (encoprese) é um sintoma comum da constipação funcional crônica, ocorrendo quando fezes líquidas extravasam ao redor de um fecaloma impactado no reto.
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