Constipação Funcional Infantil: Diagnóstico e Manejo

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Criança de 3 anos, com quadro de constipação intestinal há 2 meses. A mãe relata 1 evacuação a cada 4 dias, com fezes grossas e dor intensa, fazendo com que tenha retenção por medo. Antes desse período, o hábito intestinal era de 1 a 2 vezes ao dia, com fezes de volume normal, usava fralda. Nega qualquer outro antecedente ou mudança na alimentação, parou o aleitamento há 6 meses. Ao exame: BEG, eutrófico, hidratado, presença de grande volume de fezes palpáveis na borda lateral esquerda do reto abdominal. Qual a provável hipótese diagnóstica e a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Doença de Hirschprung - Encaminhamento para biópsia retal.
  2. B) Constipação intestinal funcional - Orientação e medicamentos laxativos.
  3. C) Constipação crônica - Medicamentos como lactulona / leite de magnésia.
  4. D) Pseudo Obstrução Intestinal Crônica (POIC) - Manometria anorretal e investigação radiológica.

Pérola Clínica

Constipação funcional infantil → fezes volumosas + dor + retenção por medo. Tratamento: orientação + laxativos.

Resumo-Chave

A constipação funcional é comum em crianças e frequentemente associada à dor e medo de evacuar, levando a um ciclo vicioso de retenção. O tratamento inicial foca na desimpactação (se presente), manutenção com laxativos e mudanças comportamentais/dietéticas.

Contexto Educacional

A constipação intestinal funcional é uma das queixas gastrointestinais mais comuns na pediatria, afetando uma parcela significativa de crianças em idade pré-escolar e escolar. É definida pela presença de sintomas como evacuações infrequentes, dor ao defecar, fezes duras e volumosas, e retenção fecal, na ausência de uma causa orgânica subjacente. A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é crucial para a prática pediátrica. A fisiopatologia da constipação funcional frequentemente envolve um ciclo vicioso: a criança sente dor ao evacuar fezes duras, o que a leva a reter as fezes. Essa retenção prolongada resulta em fezes ainda mais duras e volumosas, distensão retal e, por vezes, encoprese. O diagnóstico é clínico, baseado nos Critérios de Roma IV, e o exame físico pode revelar massa fecal palpável no abdome ou reto. O tratamento visa quebrar esse ciclo. Inicia-se com a desimpactação fecal (se houver), seguida por terapia de manutenção com laxativos osmóticos (como polietilenoglicol) por um período prolongado. Orientações sobre dieta rica em fibras, hidratação adequada e treinamento de toalete são componentes essenciais para o sucesso terapêutico e prevenção de recidivas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para constipação funcional em crianças?

Os critérios de Roma IV são usados para diagnosticar constipação funcional em crianças, incluindo frequência reduzida de evacuações, dor ao evacuar, fezes volumosas e retenção fecal.

Qual a abordagem inicial para o tratamento da constipação funcional pediátrica?

A abordagem inicial inclui desimpactação fecal (se necessário), uso de laxativos osmóticos como polietilenoglicol, e orientações sobre dieta rica em fibras e treinamento de toalete.

Como diferenciar constipação funcional de Doença de Hirschsprung em crianças?

A Doença de Hirschsprung geralmente apresenta constipação desde o nascimento, atraso na eliminação do mecônio e ausência de fezes palpáveis no abdome, diferentemente da constipação funcional.

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