ENARE/ENAMED — Prova 2021
Considerando as medidas terapêuticas da constipação intestinal funcional, assinale a alternativa INCORRETA.
Óleo mineral é CONTRAINDICADO em lactentes para constipação devido ao risco de aspiração e pneumonite lipoídica.
O manejo da constipação intestinal funcional em crianças envolve educação, mudança de hábitos e, se necessário, laxantes. É crucial evitar o óleo mineral em lactentes devido ao alto risco de aspiração e suas graves complicações pulmonares, como a pneumonite lipoídica.
A constipação intestinal funcional é uma condição comum na infância, caracterizada por dificuldade ou infrequência na evacuação, sem causa orgânica identificável. Seu manejo adequado é crucial para prevenir complicações como impactação fecal e encoprese. A abordagem terapêutica é multifacetada, envolvendo educação, modificações dietéticas e comportamentais, e, frequentemente, o uso de laxantes. O objetivo é restaurar um padrão de evacuação regular e indolor. A primeira etapa no tratamento da constipação crônica, especialmente na presença de impactação fecal, é a desimpactação. Esta pode ser realizada com enemas retais (solução fosfatada para >2 anos, sorbitol para lactentes, ou glicerina) ou laxantes orais em altas doses, como o polietilenoglicol (PEG). Após a desimpactação, a fase de manutenção é essencial e pode durar meses a anos. Laxantes osmóticos, como o PEG, são a escolha preferencial devido à sua segurança e eficácia a longo prazo, promovendo a hidratação das fezes e facilitando sua passagem. Um ponto crítico na prática pediátrica é a contraindicação do óleo mineral em lactentes. Embora seja um laxante eficaz em crianças maiores, seu uso em bebês apresenta um risco elevado de aspiração e subsequente pneumonite lipoídica, uma condição inflamatória pulmonar grave. Residentes devem estar cientes dessa contraindicação e optar por alternativas mais seguras, como o PEG, para evitar complicações iatrogênicas. A educação dos pais sobre a importância da adesão ao tratamento e a prevenção de atitudes protelatórias da criança é fundamental para o sucesso terapêutico.
As medidas incluem educação sobre o hábito intestinal, incentivo a não reter fezes, uso do reflexo gastrocólico após refeições, aumento da ingestão de fibras e líquidos, e estabelecimento de uma rotina de evacuação regular para facilitar a passagem das fezes.
Após a desimpactação, o tratamento de manutenção geralmente envolve laxantes osmóticos, como o polietilenoglicol (PEG), que é seguro e eficaz para uso a longo prazo, ajustando a dose para obter fezes macias e regulares sem causar desconforto.
O óleo mineral é contraindicado em lactentes devido ao risco significativo de aspiração, especialmente em crianças com refluxo gastroesofágico ou distúrbios de deglutição. A aspiração pode levar a uma grave pneumonite lipoídica, uma condição inflamatória pulmonar crônica.
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