UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
São afirmações corretas em relação à Constipação Intestinal Crônica na criança, EXCETO:
Constipação funcional em crianças → geralmente NÃO causa retardo pôndero-estatural.
A constipação intestinal crônica funcional é a forma mais comum em crianças e, por si só, não costuma levar a um retardo significativo no crescimento. O retardo pôndero-estatural é mais sugestivo de causas orgânicas subjacentes ou outras comorbidades.
A constipação intestinal crônica é uma queixa comum na pediatria, afetando uma parcela significativa das crianças. A grande maioria dos casos (cerca de 90-95%) é de origem funcional, sem uma causa orgânica identificável, e frequentemente associada a fatores como dieta pobre em fibras, baixa ingestão hídrica, retenção voluntária de fezes e estresse. A constipação funcional é diagnosticada com base em critérios clínicos, como frequência reduzida de evacuações, fezes duras, dor ao evacuar e encoprese. É importante ressaltar que, ao contrário das causas orgânicas, a constipação funcional raramente causa retardo no crescimento pôndero-estatural. O retardo no crescimento deve sempre levantar a suspeita de uma condição orgânica subjacente ou outra doença sistêmica. Outras associações importantes incluem o risco aumentado de infecções do trato urinário (ITU) em crianças com constipação crônica, devido à compressão vesical e disfunção do assoalho pélvico. O atraso na eliminação do mecônio (>48 horas de vida) é um sinal de alerta para causas orgânicas, como a doença de Hirschsprung. O manejo da constipação funcional envolve mudanças dietéticas, comportamentais e, muitas vezes, o uso de laxantes.
A maioria dos casos de constipação crônica em crianças é de origem funcional, relacionada a fatores dietéticos, comportamentais e psicossociais. As causas orgânicas, embora menos comuns (5-10%), incluem doença de Hirschsprung, hipotireoidismo e anomalias anorretais.
A constipação funcional geralmente não causa retardo de crescimento, distensão abdominal grave ou eliminação tardia de mecônio. Sinais de alarme para causas orgânicas incluem início nos primeiros meses de vida, eliminação tardia de mecônio (>48h), distensão abdominal, vômitos biliosos e ausência de encoprese.
Sim, a constipação crônica pode levar à infecção do trato urinário (ITU) recorrente em crianças. O acúmulo de fezes no reto pode comprimir a bexiga, dificultar o esvaziamento completo e favorecer o refluxo vesicoureteral, aumentando o risco de infecções.
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