Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Sobre a Constipação Intestinal assinale a alternativa correta.
Laxantes osmóticos = PEG/Macrogol, Lactulose, Manitol → ↑ água no lúmen intestinal.
Laxantes osmóticos, como PEG, lactulose e manitol, atuam atraindo água para o lúmen intestinal, o que amolece as fezes e aumenta seu volume, facilitando a evacuação. São frequentemente a primeira linha de tratamento para constipação crônica e induzida por opioides, pois são geralmente seguros e bem tolerados.
A constipação intestinal é uma queixa comum na prática clínica, afetando pacientes de todas as idades e com diversas etiologias, desde hábitos de vida até condições médicas e uso de medicamentos. O manejo adequado da constipação é crucial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e prevenir complicações. A escolha do laxante depende da causa, gravidade e características individuais do paciente. Os laxantes osmóticos representam uma classe importante no tratamento da constipação. Substâncias como polietilenoglicol (PEG/macrogol), lactulose e manitol atuam por um mecanismo simples, mas eficaz: são compostos pouco absorvíveis que, ao chegarem ao intestino, atraem água para o lúmen por osmose. Esse aumento do conteúdo hídrico nas fezes as torna mais macias e volumosas, facilitando sua passagem e estimulando o peristaltismo. Devido ao seu perfil de segurança e eficácia, os laxantes osmóticos são frequentemente a primeira linha de tratamento para constipação crônica e são particularmente úteis na constipação induzida por opioides, onde a motilidade intestinal é significativamente reduzida. É fundamental que residentes compreendam os diferentes tipos de laxantes, seus mecanismos de ação e indicações para prescrever o tratamento mais adequado, evitando o uso inadequado e potenciais efeitos adversos.
Laxantes osmóticos são substâncias não absorvíveis que atraem e retêm água no lúmen intestinal por osmose, aumentando o volume e amolecendo as fezes, o que estimula o peristaltismo e facilita a evacuação.
Os principais tipos são: formadores de bolo (fibras, psyllium) para constipação leve e crônica; osmóticos (PEG, lactulose) para constipação crônica e induzida por opioides; estimulantes (sene, bisacodil) para constipação aguda ou refratária; e emolientes (óleo mineral) para amolecer fezes.
Para constipação induzida por opioides, a primeira escolha geralmente envolve laxantes osmóticos (como PEG) ou estimulantes, muitas vezes em combinação, pois os opioides afetam a motilidade e a secreção intestinal. Laxantes formadores de bolo não são eficazes sozinhos.
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