UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
Assinale a alternativa incorreta sobre a constipação em crianças.
Constipação infantil é comum em pré-escolares, mas NÃO há predominância significativa por sexo.
A constipação funcional é uma condição comum na infância, afetando ambos os sexos de forma equitativa. Embora seja frequente em crianças pré-escolares, a afirmação de que é 'sobretudo em crianças do sexo masculino' é incorreta, pois não há evidências de predominância sexual.
A constipação funcional é uma das queixas gastrointestinais mais frequentes na pediatria, sendo uma causa comum de procura por atendimento médico de urgência. Caracteriza-se pela dificuldade ou infrequência das evacuações, muitas vezes associada a dor e retenção fecal. Embora possa ocorrer em diversas faixas etárias, é particularmente prevalente em crianças em idade pré-escolar, frequentemente desencadeada por eventos como o desfralde, mudanças na dieta ou experiências dolorosas com a defecação. É fundamental compreender que, na grande maioria dos casos, a constipação em crianças é de causa funcional e benigna, sem uma doença orgânica subjacente. No entanto, é crucial estar atento aos sinais de alerta que podem indicar causas orgânicas, como a doença de Hirschsprung, malformações anorretais, hipotireoidismo ou alterações neurológicas. O diagnóstico diferencial é essencial para garantir o tratamento adequado. A afirmação de que a constipação é 'sobretudo em crianças do sexo masculino' é incorreta. Estudos epidemiológicos demonstram que a constipação funcional afeta meninos e meninas de forma equitativa. O manejo envolve uma abordagem multifacetada, incluindo educação familiar, modificações dietéticas, desimpactação fecal e uso de laxantes, visando restaurar o padrão de evacuação normal e prevenir a encoprese.
Os critérios de Roma IV incluem menos de 3 evacuações por semana, pelo menos um episódio de encoprese por semana, fezes grandes no reto, evacuações dolorosas ou difíceis, fezes de grande diâmetro e postura retentiva.
O tratamento inicial envolve desimpactação fecal (se presente), educação familiar, mudanças dietéticas (aumento de fibras e líquidos) e uso de laxantes osmóticos como o polietilenoglicol.
Deve-se suspeitar de causas orgânicas em casos de início neonatal, ausência de fezes nas primeiras 24-48h de vida, distensão abdominal grave, vômitos biliosos, falha de crescimento, ou anormalidades neurológicas ou anorretais.
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